A Justiça negou o pedido de rescisão contratual de um grupo de oito trabalhadores de uma montadora localizada em Dourados, que reclamam de interrupções abruptas nas atividades, sem receber salários ou verbas rescisórias. A decisão, proferida pela 2ª Vara do Trabalho de Dourados, garantiu a permanência dos funcionários em um alojamento, com alimentação e itens de higiene custeados pela empresa.
Os trabalhadores, que vêm de diferentes estados do Brasil, incluindo Bahia e Pernambuco, estão em um alojamento alugado há cerca de um mês. De acordo com relatos recebidos, os funcionários permanecem sem receber os valores devidos pelos serviços prestados e estão distantes de suas cidades de origem.
A situação dos trabalhadores é incerta, pois eles continuam nessa condição até que a situação seja esclarecida ou que sejam organizados seus retornos. A advogada que representa o grupo destaca que a empresa ainda não conseguiu chegar a um acordo sobre o pagamento das verbas rescisórias e das passagens de volta para suas cidades.
"Até o momento, não foi possível chegar a um acordo para o pagamento das verbas rescisórias nem mesmo das passagens para que esses trabalhadores retornem às suas cidades de origem. Eles estão desempregados, sem renda e vivendo um verdadeiro drama, aguardando uma solução para receber direitos básicos garantidos pela legislação", afirmou a advogada.
A situação é alarmante, provocando angústia tanto nos trabalhadores quanto em suas famílias. Os relatos indicam que as condições do alojamento são precárias, com alimentação de baixa qualidade, incluindo a presença de larvas em um dos alimentos fornecidos.
Os trabalhadores, que se encontram em uma posição vulnerável, aguardam uma resolução que possa garantir seus direitos e dignidade, enquanto lidam com os desafios de estarem longe de casa e sem recursos financeiros.