Habeas corpus é solicitado para evitar prisão de ex-deputado Neno Razuk

Advogados de Neno Razuk buscam anular decisão que decreta prisão preventiva do ex-deputado, acusado de liderar jogo do bicho em MS. [...]

Os advogados de Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, protocolaram um habeas corpus com o objetivo de impedir a prisão do ex-deputado estadual. Ele é acusado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de ser o líder de uma organização criminosa dedicada à exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.

O pedido foi encaminhado ao desembargador Jonas Hass Silva Júnior, da 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Essa solicitação ocorre uma semana após uma tentativa de prisão de Neno em sua residência, onde não foi encontrado pelos agentes do Gaeco.

O advogado Ricardo Souza Pereira divulgou uma nota esclarecendo que a defesa teve acesso à decisão que decretou a prisão preventiva de Neno Razuk. Ele afirmou que a equipe está analisando detalhadamente os fundamentos da decisão para tomar as medidas judiciais necessárias em breve. Pereira argumentou que, em uma análise preliminar, a decisão não demonstra a contemporaneidade dos fatos e não apresenta elementos novos que justifiquem a prisão preventiva, aspectos que serão levados ao Poder Judiciário.

Além disso, na mesma data, a 1ª Câmara Criminal do TJMS está avaliando outro habeas corpus apresentado pela defesa de Neno, sob a relatoria do desembargador Jonas Hass Silva Júnior. Nesse caso, os advogados contestam a competência do juízo, com a intenção de anular decisões relacionadas à Operação Successione, que envolve a Família Razuk.

O pai de Neno, Roberto Razuk, encontra-se em prisão domiciliar devido a problemas de saúde, enquanto seus irmãos, Jorge e Rafael, estão detidos. A estratégia da defesa é conseguir um efeito suspensivo que possa trazer benefícios adicionais, como a possível anulação de decisões judiciais anteriores, incluindo prisões.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul apresentou denúncia contra Neno Razuk, seu pai e seus irmãos, no contexto da 4ª fase da Operação Successione, datada de 10 de dezembro de 2025. A denúncia acusa a família de liderar uma organização criminosa envolvida em jogos de azar, corrupção, lavagem de dinheiro e roubos, visando garantir o monopólio da contravenção no estado. No total, 20 pessoas foram denunciadas, e o MPMS requer R$ 36 milhões em reparação de danos, conforme a Lei de Lavagem de Dinheiro.

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