Nesta terça-feira (26), a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 780/23, que denomina a ponte que conecta Mato Grosso do Sul ao Paraguai de Heitor Miranda dos Santos. A estrutura, que atravessa o Rio Paraguai, liga Porto Murtinho a Carmelo Peralta e faz parte da Rota Bioceânica.
O deputado federal Geraldo Resende, do União-MS, é o autor do projeto. Com a aprovação pela Câmara, o texto agora segue para apreciação no Senado. A construção da ponte está em sua fase final, com previsão de entrega para o primeiro semestre de 2026, restando menos de 21 metros de estrutura a serem construídos.
A Rota Bioceânica estabelece uma nova rota comercial que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico, facilitando o acesso do Brasil ao litoral chileno, passando por Paraguai e Argentina. Segundo Geraldo Resende, a implementação dessa rota tornará os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional. Ele destacou a importância de homenagear Heitor Miranda, afirmando que a ponte simboliza a união entre as duas partes, e a conclusão da obra está prevista para o final do ano.
Heitor Miranda, natural de Porto Murtinho, começou sua carreira como promotor de justiça em 1979. Durante sua trajetória, ocupou cargos como prefeito e secretário estadual de Trabalho, além de ser um defensor da construção da Rota Bioceânica desde os anos 1980. Geraldo Resende ressaltou o trabalho de Miranda em convencer autoridades sobre a viabilidade do Corredor Bioceânico, o que é fundamental para o desenvolvimento da região Centro-Oeste e para a melhoria do transporte de cargas e passageiros.
A deputada Camila Jara (PT), Também de Mato Grosso do Sul, relatou a matéria e comentou que a Rota Bioceânica proporciona reconhecimento aos brasileiros como parte da América Latina, promovendo conexões com Argentina, Paraguai e Chile. Ela enfatizou que nomear a ponte representa uma significativa contribuição para a economia do país, em especial para Mato Grosso do Sul.
O Corredor Bioceânico tem o potencial de reduzir o tempo e os custos de transporte até os portos do Pacífico, beneficiando setores como o agronegócio e a exportação. Além disso, a rota promete diminuir em até 17 dias o tempo de transporte entre o Brasil e a Ásia, gerando economia no escoamento de produtos, especialmente considerando que a China é um dos principais parceiros comerciais do estado e um grande importador de carne produzida em Mato Grosso do Sul.