Mato Grosso do Sul em alerta para SRAG: bebês e idosos são os mais afetados

O estado de Mato Grosso do Sul é um dos seis em alto risco para SRAG, com bebês e idosos apresentando maior vulnerabilidade. Apesar da [...]

Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em Mato Grosso do Sul apresentam uma tendência de estabilidade, conforme os dados mais recentes do boletim InfoGripe, divulgado na quinta-feira (23). O estado é um dos seis que estão em ‘alto risco’ para essa condição, ao lado de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Roraima e Maranhão. Contudo, não há sinais de crescimento nos casos de SRAG em Mato Grosso do Sul, que observa uma oscilação nas notificações, sem uma tendência clara de aumento.

Os números referentes à 28ª semana epidemiológica de 2026, que abrange o período de 12 a 18 de julho, indicam que a queda na incidência de SRAG em todo o país está ligada principalmente à redução das hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) e pelos vírus da influenza A e B. Apesar disso, Mato Grosso do Sul permanece em alerta, integrando uma lista que inclui 15 estados em situação de risco para SRAG.

Entre as unidades federativas, cinco estão em nível de risco ou alto risco com um sinal de crescimento no longo prazo: Acre, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Mato Grosso do Sul, por sua vez, se destaca por estar em alto risco, mas sem sinal de crescimento sustentado. A lista de estados em alerta inclui ainda Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e São Paulo.

No que diz respeito às capitais, apenas João Pessoa (PB), Rio Branco (AC) e São Luís (MA) apresentam atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento. Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, encontra-se na mesma situação do estado, com incidência de SRAG em alto risco, mas sem tendência de alta.

A incidência e a mortalidade por SRAG apresentam perfis distintos. A incidência é mais elevada entre crianças de até dois anos, enquanto a mortalidade afeta mais a população acima dos 65 anos, especialmente em casos relacionados à influenza A ou B. No entanto, a incidência de covid-19 permanece baixa em todas as faixas etárias, assim como as taxas de mortalidade associadas.

Até a 28ª semana de 2026, foram notificados 120.920 casos de SRAG no Brasil. Desses, 63.698 (52,7%) tiveram resultados positivos para algum vírus respiratório, 41.541 (34,4%) foram negativos e 8.420 (7%) aguardam resultados laboratoriais. A variação nos dados de positividade pode ser significativa, uma vez que os números estão sujeitos a atualizações conforme o fluxo de notificações e inserção de resultados laboratoriais. Comparando-se à semana anterior, os resultados positivos aumentaram em cerca de 3,5 mil.

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