Consulta pública avalia a inclusão da eplerenona no SUS para tratamento de insuficiência

A Conitec iniciou a consulta pública nº 58/2026 sobre a eplerenona, medicamento que pode beneficiar pacientes com insuficiência cardíaca. Contribuições podem ser feitas até 10 [...]

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) abriu uma consulta pública com o número 58/2026 para avaliar a inclusão do medicamento eplerenona no Sistema Único de Saúde (SUS). O foco é atender pacientes adultos que sofrem de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, uma condição que afeta a capacidade do coração de bombear sangue adequadamente. Os interessados podem registrar suas contribuições até o dia 10 de agosto no site oficial da Conitec.

A consulta pública é uma etapa crucial no processo de Incorporação de Tecnologias no SUS. Seu objetivo é permitir que pacientes, familiares, profissionais de saúde e a sociedade possam enviar depoimentos e evidências que serão considerados antes de uma decisão final sobre a inclusão do medicamento. A eplerenona surge como uma alternativa para pacientes que, mesmo sob tratamento existente, enfrentam limitações quanto à tolerância e efeitos adversos, comprometendo a continuidade do tratamento.

A insuficiência cardíaca é uma condição crônica que, ao longo do tempo, pode levar a complicações graves, como acúmulo de líquido e falta de ar, exigindo internações frequentes. Globalmente, essa doença é a principal causa de morte, com cerca de 19,8 milhões de óbitos anuais, superando outras doenças, como o câncer, que causou aproximadamente 9,7 milhões de mortes em 2022. No Brasil, cerca de 2,8 milhões de pessoas são afetadas por insuficiência cardíaca, com cerca de 240 mil novos casos diagnosticados anualmente.

Os custos com internações relacionadas à insuficiência cardíaca No Brasil são elevados, ultrapassando R$ 450 milhões em 2022, o que evidencia o impacto que essa condição tem no sistema público de saúde. A eplerenona atua bloqueando a aldosterona, um hormônio que, em excesso, pode exacerbar a retenção de líquidos e a sobrecarga cardíaca. Devido a seu perfil seletivo, o medicamento pode oferecer menor interferência em outros hormônios, resultando em redução de efeitos colaterais indesejados e uma melhor adesão ao tratamento.

Dessa forma, a análise da eplerenona representa uma oportunidade de melhorar o cuidado em saúde para pacientes com insuficiência cardíaca, oferecendo uma nova estratégia terapêutica que pode impactar positivamente tanto a qualidade de vida dos pacientes quanto os custos do tratamento no sistema de saúde pública.

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