Júri de réu acusado de matar padrasto a facadas em Campo Grande é adiado novamente

Luiz Gustavo da Silva Gonçalves responde pelo assassinato de Itamar de Lima Cristaldo Júnior, em julho do ano passado, no bairro Nova Lima; julgamento ficou [...]

O julgamento de Luiz Gustavo da Silva Gonçalves, acusado de matar o padrasto Itamar de Lima Cristaldo Júnior, foi remarcado pela segunda vez. A sessão do júri estava prevista para esta sexta-feira (16), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, mas acabou transferida para as 8h do dia 13 de novembro. O motivo do novo adiamento foi um compromisso do juiz de Direito Aluizio Pereira dos Santos.

O caso já havia sofrido um primeiro cancelamento. Em 21 de agosto, os advogados de defesa não compareceram à audiência e não apresentaram qualquer justificativa para a ausência. Desde então, o processo aguardava uma nova data para ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Itamar foi morto com golpes de faca na noite de 25 de julho do ano passado, no bairro Nova Lima. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual, o crime ocorreu após um desentendimento entre enteado e padrasto, que evoluíram para uma luta corporal. Na ocasião, Itamar, que trabalhava como açougueiro, foi até o carro e pegou uma faca. Durante a briga, ele acabou desarmado e atingido diversas vezes.

O suspeito fugiu do local levando a faca usada no crime. A Polícia Militar foi acionada e chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a vítima já não resistiu aos ferimentos. Itamar tinha 38 anos. Inicialmente, as informações indicavam 17 golpes de faca, porém o laudo pericial confirmou 22 ferimentos.

Em audiência realizada no dia 10 de outubro, Luiz Gustavo afirmou que não sabia explicar o motivo do crime. O acusado tem esquizofrenia, é interditado e faz tratamento contra o uso de entorpecentes. Durante o depoimento, ele declarou que não havia consumido drogas no dia do homicídio.

A defesa e o Ministério Público devem se manifestar ao longo do novo julgamento, que segue marcado para novembro. O réu permanece sob acusação de homicídio, e o caso aguarda a análise do conselho de sentença na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

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