Leandro Rojas de Souza, de 33 anos, foi sentenciado a 12 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, pelo homicídio de Jeferson de Souza Pereira, crime ocorrido na Rua Salinas, na região do Jardim Campo Belo, em Campo Grande. O julgamento, que se realizou na última sexta-feira (9), ocorreu cinco anos após o assassinato, que foi motivado por uma briga em um bar entre Jeferson e o pai de Leandro.
De acordo com a acusação do Ministério Público Estadual, Leandro perseguiu a vítima em uma motocicleta e disparou cinco tiros contra ele, atingindo Jeferson em áreas vitais como o abdômen, pescoço e braços. O crime foi classificado como homicídio simples, pois o promotor de Justiça Bolivar Luís da Costa Vieira não requereu a qualificadora do motivo torpe durante o julgamento.
A defesa, representada pelos advogados Marlon Ricardo Lima Chaves e Bianca do Carmo Rezende, argumentou que Leandro agiu sob forte emoção após uma provocação feita pela vítima, que teria tentado atropelar seu pai. No entanto, o Conselho de Sentença decidiu, por maioria de votos, condená-lo pelo homicídio e também pelo porte ilegal de arma de fogo.
Além da pena de reclusão, Leandro foi condenado a pagar 16 dias-multa e a indenizar os familiares de Jeferson em um valor mínimo de R$ 10 mil, a ser corrigido monetariamente desde a data da decisão, com juros de 1% ao mês a contar da data do crime. A sentença foi proferida pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, que preside a 2ª Vara do Tribunal do Júri.
Este não foi o primeiro incidente criminal envolvendo Leandro. Em setembro de 2021, ele foi detido enquanto tentava ajudar um foragido a escapar do país, confessando à polícia que o estava transportando para a região de fronteira com o Paraguai. Além disso, Leandro é acusado de ser o autor do assassinato de Leonan Gabriel Barros Castilho, ocorrido no Jardim Colúmbia, em 29 de janeiro de 2024, quando disparou contra a vítima em uma residência.
Os desdobramentos dos crimes de Leandro Rojas de Souza demonstram um histórico de violência que se agravou nos últimos anos, culminando em condenações que refletem a gravidade de suas ações e o impacto na sociedade local.