Investigação sobre morte de fisioterapeuta em Campo Grande segue sem laudo conclusivo

A Polícia Civil confirmou que não há laudo pericial conclusivo sobre a morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, encontrada morta em sua casa em Campo Grande [...]

A investigação sobre a morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, ocorrida em Campo Grande, avança sem a inclusão de laudo pericial conclusivo. A Polícia Civil, através da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), informou que não há documentos definitivos anexados ao inquérito até o presente momento. Fabíola, de 51 anos, foi encontrada morta com um disparo na cabeça no dia 18 de maio, em sua residência, onde morava com seu companheiro, o médico cardiologista João Jazbik Neto.

Recentemente, a família da fisioterapeuta informou que um laudo necroscópico foi emitido, apontando que o tiro foi disparado à distância. Contudo, a polícia esclareceu que esse laudo ainda não foi incorporado ao processo investigativo. A Deam afirmou: “Nenhum laudo pericial conclusivo foi juntado até o presente momento aos autos, de modo que as informações que afirmam a existência de laudo anexado e apontam conclusões não correspondem à realidade do procedimento”.

A linha de investigação também considera a hipótese de feminicídio, com João Jazbik Neto como o principal suspeito. O médico, que foi preso por fraude processual, acabou sendo liberado no dia 22 de maio, sob medidas cautelares, incluindo a utilização de tornozeleira eletrônica. Informações da investigação indicam que João teria solicitado a presença de um ex-funcionário e de um caseiro para ajudar na mudança de um armário que continha várias armas na casa.

Além disso, o delegado Leandro Santiago, da 1ª Deam, destacou que a versão apresentada pelo cardiologista, de que Fabíola teria cometido suicídio, não é compatível com as lesões encontradas no corpo da vítima. O Ministério Público Estadual, através da promotora de Justiça Daniele Borgjetti Zampieri de Oliveira, prorrogou por 60 dias o prazo para a conclusão do inquérito, devido ao andamento das investigações e à necessidade de mais perícias.

A defesa de João Jazbik Neto argumenta que o laudo necroscópico não fornece conclusões definitivas, mas apenas descreve as lesões observadas no corpo de Fabíola. A situação segue sendo acompanhada de perto pelas autoridades, que continuam a realizar diligências e ouvir testemunhas para esclarecer as circunstâncias da morte da fisioterapeuta.

O caso não apenas levanta questões importantes sobre violência contra a mulher, mas também destaca a complexidade que envolve as investigações de homicídios em situações onde há relações pessoais próximas entre as vítimas e os suspeitos.

Leia mais

Rolar para cima