Diarista é denunciada por latrocínio e adulteração de provas em Minas Gerais

A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia contra Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de assassinar um casal de idosos. O crime foi premeditado, e [...]

A Justiça de Minas Gerais acatou, no dia 31, a denúncia do Ministério Público contra a diarista Paola Stefany Neto Cirino. Ela é acusada de latrocínio, que consiste no roubo seguido de morte, pelo assassinato do advogado Cláudio Atala e de sua esposa, Maria Clotilde Atala. Ambos foram encontrados mortos em seu apartamento, localizado em uma área nobre de Belo Horizonte, no dia 30.

As investigações revelaram que o crime foi premeditado. Paola estava supostamente utilizando medicamentos com efeito sedativo para diminuir a resistência das vítimas durante os assaltos, uma prática que teria sido empregada no caso do casal de idosos. Além da acusação de latrocínio, a diarista também enfrentará acusações de adulteração de provas, já que é suspeita de ter alterado a cena do crime para dificultar o trabalho da perícia, além de usar fraudulentamente os cartões bancários das vítimas.

O casal foi encontrado com múltiplas facadas: Maria Clotilde sofreu sete perfurações, enquanto Cláudio Atala foi atacado 17 vezes. O fato chocou a comunidade local, dado o perfil das vítimas e a brutalidade do crime. O filho do casal notou a ausência de contato desde a manhã de segunda-feira, 29, e decidiu ir até o apartamento, onde fez a descoberta trágica na manhã de terça-feira.

A Polícia Militar confirmou que houve invasão ao imóvel e equipes do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) foram acionadas para investigar o ocorrido. As evidências coletadas indicam que o crime ocorreu na tarde de segunda-feira, 29.

Os relatos da ocorrência indicam que os celulares do casal, um iPhone 16 Pro Max e um iPhone 15 Pro Max, além de semijoias, não foram encontrados. Câmeras de segurança do prédio registraram a entrada de uma mulher desconhecida, que carregava uma bolsa e saiu com duas sacolas grandes, uma das quais foi reconhecida pelo filho como pertencente a Maria Clotilde.

Após o crime, Paola foi presa em flagrante dois dias depois e admitiu sua participação nos assassinatos durante o depoimento à polícia. Com a aceitação da denúncia, o processo criminal agora avança para a fase de instrução, onde serão coletadas provas e ouvidas testemunhas.

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