A análise pericial das 230 toneladas de madeira apreendidas, que continham cocaína, deve ser finalizada em um prazo de cinco dias. A carga, que era transportada em oito caminhões, teve origem em Santa Cruz, na Bolívia, e quatro dos veículos foram interceptados Em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Os outros caminhões foram apreendidos em Mato Grosso.
A Polícia Federal está à frente da perícia, que tem como objetivo identificar a quantidade exata de droga na carga. O resultado deve ser disponibilizado dentro do prazo estipulado, conforme informações apuradas.
Com relação à apreensão, a carga estava dividida em oito caminhões, sendo que quatro deles foram localizados a 429 km de Campo Grande. O delegado da Receita Federal em Cuiabá, Raimundo Mendes, afirmou que a apreensão pode ser a maior já registrada no Brasil, caso os dados sejam confirmados. Apesar de os destinos declarados das cargas serem as cidades de Campo Grande e Anastácio, no MS, e Curitiba, no PR, indícios sugerem que esses não eram os destinos finais da droga.
Até o momento, não há registros de prisões relacionadas ao caso, uma vez que os exames conclusivos ainda não foram finalizados. A amostra da carga foi enviada para Campo Grande, e o resultado deve levar alguns dias para sair.
A apreensão foi realizada durante a Operação Timber Shield, que conta com a colaboração de autoridades dos Estados Unidos e da Aduana Nacional da Bolívia. Durante as investigações, foi identificado que os traficantes utilizavam cargas de madeira para ocultar a cocaína nas toras, substituindo a ceiva da madeira por cocaína líquida. A técnica de impregnação química, com solventes específicos, tem sido cada vez mais utilizada por traficantes.
A Receita Federal informou que um caso semelhante envolvendo o mesmo método foi detectado no Chile no início do mês, onde 100 toneladas de cocaína foram interceptadas, também com origem na Bolívia. A abordagem dos criminosos na fronteira brasileira foi monitorada desde a última sexta-feira (19) e resultou na apreensão de 260 toneladas de carga, das quais estima-se que pelo menos 50 toneladas sejam de cocaína. Em Corumbá, quatro caminhões foram interceptados, totalizando 130 toneladas de carga.