Alexandre de Moraes se defende em caso sobre Banco Master e nega irregularidades

O ministro do STF Alexandre de Moraes apresentou uma defesa de 44 páginas, negando qualquer delito relacionado ao Banco Master e solicitando a anulação do [...]

O ministro Alexandre de Moraes, integrante do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), entregou sua defesa ao presidente da Corte, Edson Fachin, na noite de 14 de outubro, véspera de um julgamento que decidirá sobre a abertura de uma investigação relacionada ao Banco Master. No documento, que possui 44 páginas, Moraes refuta as acusações de crime em sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e pede a nulidade do relatório elaborado pela Polícia FEDERAL.

Na defesa, o ministro considera que a ação, que anteriormente estava sob a responsabilidade do ministro André Mendonça, tem como objetivo promover uma “VINGANÇA” em razão das condenações ocorridas em 8 de janeiro. Moraes afirma que, apesar da narrativa apresentada, não existem evidências que sustentem as acusações e destaca a motivação política e eleitoral por trás do que considera “mentiras criminosas”. Ele enfatiza a tentativa de VINGANÇA dos que, segundo ele, tentaram desestabilizar a DEMOCRACIA e foram responsabilizados pelo STF.

O documento contém 121 tópicos nos quais o ministro justifica seu pedido de nulidade da ação. Ele argumenta que a ausência da Procuradoria-Geral da República (PGR) e a falta de aprovação em plenário tornam o relatório da PF inválido. Moraes critica a quebra da cadeia de custódia e menciona que o relatório não foi totalmente elaborado pela Polícia FEDERAL, mas com a ajuda de um órgão externo, sugerindo uma possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras de 2026.

As normas do processo permitem que sejam realizadas sustentações orais, o que inclui a leitura do relatório e a definição do tema da votação, sendo essa responsabilidade do presidente do STF, Edson Fachin. A PGR também terá a oportunidade de se manifestar sobre o caso. Em um despacho recente, o chefe da PGR, Paulo Gonet, expressou sua posição a favor da nulidade do relatório da PF, que menciona diretamente a sua atuação.

Gonet tem se comunicado com Vorcaro através de um intermediário e chegou a dialogar diretamente com ele, incluindo convites para encontros sociais em Londres. Após a manifestação da PGR, o TRIBUNAL dará espaço para as sustentações orais, e o relator apresentará seu voto. Embora inicialmente o ministro André Mendonça tenha conduzido as investigações, Edson Fachin assumiu a relatoria na semana anterior, em meio a uma disputa de liminares e ofícios, onde Moraes acusou Mendonça de parcialidade.

Após a apresentação do voto do relator, outros ministros poderão opinar ou até solicitar vistas para retardar o julgamento.

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