Na última sexta-feira (3), a Justiça ouviu o empresário Arthur Torres Navarro, réu em um processo relacionado ao acidente que resultou na morte do motoentregador Hudson de Oliveira, em Campo Grande. A audiência de instrução teve duração de aproximadamente 30 minutos e ocorreu na 3ª Câmara Criminal.
O advogado de defesa, Lucas Rosa, reafirmou que Arthur manteve a mesma versão desde o início do caso. Rosa argumentou que, mesmo que o empresário estivesse em conformidade com o limite de velocidade, o acidente ainda teria ocorrido. Isso se baseia na dinâmica do acidente e nas condições do local.
A delegada Priscilla Anuda, que atuava na 3ª Delegacia de Polícia Civil na época do acidente, apresentou dados da perícia realizada no caso. Segundo a análise, o Porsche dirigido por Arthur estava a 89 km/h, o que representa duas vezes a velocidade máxima permitida na via, que é de 40 km/h. A delegada afirmou que as evidências técnicas já indicam que o acidente poderia ter ocorrido independentemente da velocidade do veículo.
A defesa planeja solicitar mais provas para sustentar a argumentação de que a culpa pela morte de Hudson não é de Arthur e que a colisão teria acontecido de qualquer maneira. Lucas Rosa explicou que, nos próximos dias, o Ministério Público se manifestará sobre a necessidade de novas evidências ou se já está satisfeito com as informações apresentadas até o momento.
Após essa manifestação, o judiciário abrirá um prazo para que a defesa faça suas considerações. A expectativa é que, após as manifestações do MP e da defesa, o judiciário decida se aceita ou determina a inclusão de novos documentos para avançar na análise do caso.
No dia do acidente, Arthur foi flagrado por câmeras de segurança dirigindo em alta velocidade logo após a colisão. Durante seu depoimento na delegacia, o empresário alegou que não estava em alta velocidade e não havia consumido bebidas alcoólicas. Ele afirmou que não imaginava que a situação pudesse ser grave.