A rotina dos bombeiros do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul inicia antes mesmo de chegarem ao local das ocorrências. O alarme do quartel é o sinal que os mobiliza, exigindo rapidez e atenção nas ruas, onde cada segundo pode ser decisivo entre a vida e a morte de uma vítima.
O Tenente Lucas Guerra, médico e membro da Unidade de Resgate e Serviço Avançado, enfatiza a importância da empatia no trabalho dos bombeiros. Com dois anos de experiência na corporação, ele afirma que, além da habilidade técnica, é fundamental compreender a dor das vítimas e de suas famílias. "Estamos lá para salvar vidas. Nunca é uma situação fácil; precisamos ter empatia também com os familiares da vítima", explica.
Uma questão que surge nesse contexto é: quem cuida dos que cuidam? Os bombeiros enfrentam cenários diários de acidentes, muitas vezes com desfechos trágicos, o que impacta diretamente a saúde psicológica desses profissionais. O Subtenente Relmut, que atua na corporação há 28 anos, afirma que o ambiente de trabalho intensifica emoções como tristeza e dor, especialmente em situações que resultam em morte. Para lidar com isso, muitos bombeiros buscam apoio em suas crenças e se preparam emocionalmente para enfrentar os desafios.
Os cuidados com a viatura também são uma parte crucial do trabalho. O militar Sarviano destaca que a Unidade de Resgate deve estar sempre em perfeitas condições para atender à população. Ele é responsável pela conferência da viatura e pela parte mecânica, garantindo que todos os equipamentos estejam prontos para uso.
Os atendimentos realizados pela Ursa variam e a viatura é equipada com ferramentas necessárias para desencarceramento de veículos, capas de incêndio e material para manobras de rappel. Em casos mais complexos, o caminhão do Corpo de Bombeiros é acionado. O Sargento Geraldo, enfermeiro com 27 anos de experiência na corporação, ressalta a importância da atualização contínua dos conhecimentos, uma vez que cada ocorrência demanda habilidades específicas e rápidas decisões.
Trabalhar com vidas é uma tarefa que exige precisão e agilidade. Ao chegar ao local de um acidente, o primeiro procedimento é verificar os sinais vitais da vítima, como batimentos cardíacos e respiração. A partir daí, o atendimento segue protocolos estabelecidos, sempre com a urgência que a situação requer.