O Sindicom, que representa as principais distribuidoras de combustíveis no Brasil, enviou um ofício ao governo federal apontando riscos ao abastecimento nacional de combustível. No documento, o Sindicom destacou que suas distribuidoras estão observando um aumento relevante na demanda por produtos, mas enfrentam cortes nas cotas de fornecimento e negativas de pedidos adicionais por parte da Petrobras nos meses de março e abril.
A situação estressa o fluxo regular de produtos, conforme mencionado pelo sindicato, que representa empresas como Vibra, Ipiranga e Raízen. O Sindicom também ressaltou que o cenário global enfrenta um dos choques mais severos da história recente, o que eleva os preços e intensifica a disputa internacional por suprimentos.
No plano doméstico, a falta de diretrizes claras na política de preços e a incerteza no atendimento dos pedidos pela Petrobras, além da instabilidade no calendário de leilões e o cancelamento intempestivo de certames, comprometem a previsibilidade operacional e o planejamento estratégico dos agentes de distribuição.
O Sindicom representa as principais distribuidoras de combustíveis e lubrificantes do Brasil há mais de 80 anos. A entidade desenvolveu iniciativas que ampliam sua atuação além da representação trabalhista e mobiliza suas associadas para influenciar políticas públicas e regulamentações do setor, promovendo melhorias na cadeia de abastecimento.