Quatro pessoas foram presas suspeitas de participar de um grupo que furtava caminhonetes Toyota Hilux e Hilux SW4 em Mato Grosso do Sul. De acordo com as investigações, os veículos eram levados para o Paraguai e entregues a receptadores. Um dos detidos, de 19 anos, confessou envolvimento em 12 furtos ocorridos em cinco municípios.
A apuração é feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pela Polícia Civil e teve início após a prisão em flagrante de um suspeito no dia 11 de outubro, em Eldorado. Na ocasião, policiais rodoviários federais abordaram um carro usado, conforme as apurações, para dar apoio logístico a furtos registrados em Dourados. O motorista foi levado à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.
Com base nessa prisão, os investigadores cruzaram informações, analisaram imagens de câmeras de segurança e fizeram levantamentos de inteligência para relacionar ocorrências em diferentes cidades. Além de Dourados, foram identificados casos em Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Naviraí, Mundo Novo e outros municípios.
No dia 18 de outubro, uma equipe da PRF interceptou em Japorã uma Toyota Hilux furtada horas antes em Dourados. O motorista foi preso em flagrante e encaminhado à Defron. Já em 19 de outubro, durante outra abordagem na BR-163, em Eldorado, mais dois suspeitos foram presos e levados à Delegacia Especializada, elevando para quatro o número de detidos na investigação.
Segundo o relato de um dos investigados, de 19 anos, à polícia, sua função era abrir os veículos e, em alguns casos, conduzi-los até o Paraguai. Ele também afirmou ter incendiado uma das caminhonetes furtadas em Dourados. As apurações indicam que o grupo dividia tarefas: parte localizava os veículos e dava partida, enquanto outros cuidavam do transporte e do apoio logístico até a fronteira. Os furtos ocorriam principalmente de madrugada, com preferência por caminhonetes estacionadas em vias públicas. A PRF e a Polícia Civil seguem investigando para identificar outros possíveis envolvidos, eventuais financiadores e receptadores, além de localizar caminhonetes ainda não recuperadas.
Com informações primeirapagina.com.br