Polícia Federal intensifica combate ao PCC em operação contra facções em MS

A Polícia Federal desencadeou uma operação em Mato Grosso do Sul, resultando na prisão de mais de 20 integrantes do PCC. A ação ocorre em [...]
Agentes de segurança em operação tática em área residencial densa.
Registro de ação tática em área urbana, com agentes avançando entre moradias.

A Polícia Federal (PF) executou uma operação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) em Mato Grosso do Sul, resultando na prisão de mais de 20 pessoas. A ação, que abrangeu oito municípios do estado, foi motivada pela crescente violência entre o PCC e o Comando Vermelho (CV), que culminou em um número alarmante de mortes neste ano.

Deflagrada ontem, a Operação Kathárisma, cujo nome remete à purificação, visa desarticular uma organização criminosa vinculada ao PCC, especialmente na região norte do estado. Durante a operação, foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão.

A PF revelou que as investigações desvelaram uma estrutura complexa de atuação, com diferentes níveis de hierarquia, mecanismos de comunicação próprios e registros financeiros detalhados dos integrantes. A investigação se concentra na integração de indivíduos à facção criminosa, conforme estipulado no artigo 2º da Lei nº 12.850/2013, a Lei de Organização Criminosa.

De acordo com a legislação, é crime promover ou integrar uma organização criminosa, com penas que variam de três a oito anos, além de multas. As ações judiciais foram realizadas em cidades como Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande. Em Campo Grande, três mandados de busca e apreensão foram executados em unidades prisionais, incluindo dois na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira (PEMRFG) e um no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC).

Recentemente, um relatório indicou que a guerra entre o CV e o PCC por controle territorial em Mato Grosso do Sul alcançou um novo patamar de violência, com um número recorde de mortes este ano. O promotor de Justiça Felipe Almeida Marques, que coordena a Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, mencionou que mais de 100 pessoas perderam a vida nesse conflito.

A designação do PCC e do CV como organizações terroristas internacionais foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos no final de maio. Essa classificação visa facilitar o congelamento de ativos relacionados ao tráfico de drogas, além de permitir uma investigação mais eficaz e a troca de informações de inteligência entre os países.

Com informações correiodoestado.com.br

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