Tentativa de homicídio em Sidrolândia envolve acusado de tortura

Um homem de 33 anos, baleado enquanto se divertia em Sidrolândia, responde a acusações de tortura relacionadas a dívida de drogas. A investigação revela um [...]
Pessoa com ferimentos no rosto e pescoço em ambiente hospitalar.
Um paciente recebe cuidados médicos após sofrer traumas faciais e cervicais.

Sidival Ribeiro da Silva, de 33 anos, foi alvo de disparos na manhã de quinta-feira (8) em Sidrolândia, a aproximadamente 71 quilômetros de Campo Grande. O ataque ocorreu enquanto ele tomava tereré com um amigo na Rua José Ferreira França, onde dois homens se aproximaram e atiraram várias vezes antes de fugir, ameaçando retornar.

O homem foi rapidamente socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Elmíria Silvério Barbosa. A Polícia Civil registrou o caso como tentativa de homicídio, que agora está sob investigação. As circunstâncias do ataque ainda não estão claras, e até o presente momento não há confirmação de qualquer ligação com disputas entre facções criminosas na área.

Sidival Ribeiro também enfrenta um processo criminal devido a uma denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por tortura e lesão corporal grave. As acusações apontam que, juntamente com Kelvini Deniz Almeida, ele teria agredido um homem em 12 de julho de 2023, no Bairro Recanto dos Pintados, em Corguinho, devido a uma dívida de drogas.

De acordo com o MPMS, durante o ato de violência, utilizou-se uma chave turquesa para arrancar os pelos da sobrancelha da vítima, além de socos, chutes e ameaças. O grupo, segundo as investigações, atuava intimidadando e ameaçando testemunhas, pressionando familiares na região de Rochedo e municípios vizinhos.

A denúncia do MPMS foi recebida pelo juiz Rafael Gustavo Mateucci Cassia, que formalizou a acusação contra Sidival e Kelvini. Outros três indivíduos, não identificados, também seriam coautores do ato violento, segundo relatos de testemunhas. Durante o processo, as defesas tentaram contestar a acusação, alegando falta de provas consistentes e negando a participação dos réus nos eventos.

As investigações continuam em busca de mais evidências e esclarecimentos sobre o contexto do atentado, que envolve um histórico de criminalidade e violência na região. O caso destaca a crescente preocupação com a atuação de grupos criminosos em áreas do interior do estado, intensificando o debate sobre segurança pública e a eficácia das ações de combate ao crime organizado.

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