Jovem é baleado em festa e acusado havia desativado tornozeleira eletrônica

Um jovem de 24 anos foi assassinado em uma festa no Jardim Tarumã, em Campo Grande. O autor dos disparos, que já tinha passagens pela [...]

Na tarde de quinta-feira (7), um jovem de 24 anos foi baleado em uma festa realizada no Jardim Tarumã, em Campo Grande. Ele era conhecido como Lucas Henrique Santos Vieira, vulgo "Gato Preto", e havia sido acusado de tentativa de homicídio em um incidente anterior, ocorrido em 31 de janeiro, por conta de uma discussão relacionada a uma bicicleta no Parque do Lageado. Desde 18 de setembro, o jovem estava foragido.

Durante a festa, Lucas foi atingido por vários disparos, que o feriram na nuca, nas costas, na clavícula e nas pernas, enquanto se encontrava na piscina com outras duas pessoas. Antes de sucumbir aos ferimentos, ele utilizou um jovem como escudo humano. O sobrevivente foi socorrido e levado para a Santa Casa.

O Tribunal do Júri já havia pronunciado o jovem sobrevivente pelo crime de tentativa de homicídio e porte ilegal de arma. O acusado, no momento do crime, tinha uma extensa ficha criminal, incluindo condenações por tráfico de drogas e crimes de trânsito. A primeira tentativa de homicídio ocorreu em janeiro, quando o acusado disparou contra a vítima após um desentendimento.

De acordo com informações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o acusado também se feriu durante a troca de tiros e buscou atendimento médico em uma unidade de saúde, onde acabou confessando o crime. Ele foi detido em flagrante, mas teve sua prisão preventiva revogada em 18 de maio, após o encerramento da fase de instrução do processo.

Após a revogação da prisão, o jovem passou a ser monitorado por meio de uma tornozeleira eletrônica, com a determinação judicial de que ele mantivesse uma distância mínima de 300 metros da vítima. Contudo, a Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual (UMMVE) registrou diversas incursões do acusado na área de exclusão, incluindo quatro ocorrências no dia 21 de junho.

Em depoimento, o acusado admitiu que não buscou regularizar sua tornozeleira eletrônica, mesmo após a bateria ter se esgotado no dia 15 de setembro. O MPMS argumentou que a revogação da prisão não era a medida adequada, levando à solicitação de manutenção da detenção.

Leia mais

Rolar para cima