STF suspende análise de investigação sobre Moraes e define prazos para devolução de autos

O Supremo Tribunal Federal encerrou a sessão sobre o pedido de investigação do ministro Alexandre de Moraes, com tensões entre os ministros. O caso ficará [...]

Na última terça-feira (15), o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu a sessão destinada a discutir o pedido de investigação do ministro Alexandre de Moraes, relacionado a supostas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que se encontra preso por fraudes no Banco Master. O julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que agora possui um prazo de 90 dias para devolver os autos ao tribunal.

Ainda não há uma data definida para o retorno do caso, mas Dino demonstrou preocupação com o impacto das eleições, sugerindo que a análise possa ser postergada até após o pleito programado para 2026. A sessão foi marcada por momentos de tensão, com ministros trocando acusações e até gritando entre si, o que evidenciou um clima conturbado no STF.

Durante a longa sessão, não houve uma definição clara sobre a questão de ordem levantada pelo ministro Gilmar Mendes. Mendes solicitou que a análise do caso de Moraes fosse adiada para que pudesse ser discutida em conjunto com o pedido de investigação que Moraes fez contra o ministro André Mendonça. Além disso, Mendes requisitou a redistribuição dos procedimentos e a certificação de outros ministros mencionados no caso do Banco Master.

O placar até o momento ficou em 4 votos contra e 3 a favor da questão de ordem. O voto de Dino, que apoiava a questão, não foi contabilizado devido ao pedido de vista. Em caso de empate, o regimento interno do STF prevê que a decisão final seja do presidente do tribunal, Edson Fachin.

Dino criticou a condução do caso por Fachin, afirmando que as sessões estavam “desastradas” e que o julgamento estava prejudicando a imagem da Corte. A tensão aumentou quando Mendonça afirmou que “ninguém queria estar” na situação e que os ministros estavam apenas cumprindo suas funções, sendo interrompido por Mendes, que o acusou de leviandade.

O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, também se manifestou antes da suspensão da sessão, questionando a condução do processo e alertando sobre possíveis consequências negativas que poderiam se estender a outros tribunais do país.

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