A Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul) divulgou uma nota nesta sexta-feira (17) para alertar seus beneficiários sobre a ocorrência de golpes que utilizam o nome da instituição. O alerta segue após o registro de um caso em que uma idosa de 71 anos, residente no bairro Rita Vieira, em Campo Grande, foi vítima de uma fraude que resultou na perda de cerca de R$ 30 mil. A mulher procurou a polícia na quinta-feira (16) para relatar o ocorrido.
Em sua nota, a Cassems expressou pesar pelo que aconteceu com a beneficiária e se solidarizou com sua situação. A instituição enfatizou que tem realizado uma série de comunicados e alertas por meio de todos os seus canais oficiais, com a finalidade de informar os beneficiários sobre as tentativas de fraudes que têm sido identificadas.
A Cassems também destacou que não realiza chamadas de vídeo com beneficiários para confirmar dados cadastrais, reconhecimento facial, estornos, pagamentos ou qualquer tipo de atendimento. Essa informação foi enfatizada para evitar que mais pessoas sejam enganadas.
A fraudadora, que se apresentou como funcionária da Cassems, solicitou que a idosa realizasse uma chamada de vídeo para receber orientações sobre o reembolso. Durante a ligação, a vítima apenas via uma tela preta, mas conseguia ouvir a voz da golpista. O registro policial indica que a criminosa tinha acesso a informações pessoais da vítima, como a existência de contas bancárias em vários bancos.
Durante a chamada, a golpista insistiu para que a idosa acessasse seus aplicativos bancários. Desconfiada da situação, a mulher decidiu encerrar a ligação. No entanto, logo após, percebeu que seu celular havia travado e que havia concedido acesso total ao aplicativo da Cassems, permitindo o uso da câmera e do microfone.
Enquanto ainda estava na delegacia, a vítima recebeu uma notificação de movimentação bancária em uma de suas contas. Ao entrar em contato com o banco, foi informada de que aproximadamente R$ 30 mil haviam sido retirados de sua conta. Diante desse cenário, a mulher foi orientada a não utilizar mais o celular e a mantê-lo disponível para a perícia criminal como parte da investigação.