Clã Jafar tem contrato com Santa Casa para plantões médicos

A Jafar Estética e Saúde, de Olívia Paroschi Jafar, tinha contrato com a Santa Casa para plantões, mas não atuava há três meses. Olívia foi [...]

A Jafar Estética e Saúde, que pertence à médica Olívia Paroschi Jafar, possuía um contrato com a Santa Casa para prestar serviços médicos, atendendo pacientes do sistema Prontomed. Olívia, que foi presa durante a Operação Gutenberg, realizada pelo Gaeco no dia 7 de julho, recebia uma remuneração de R$ 125 por hora trabalhada. O contrato, firmado em junho de 2025, previa atendimentos na linha privada da instituição, com pagamentos realizados após a realização dos plantões.

Embora o contrato estivesse em vigor, a Santa Casa informou que a Clínica Ross, que se especializa em harmonização facial, não realizava plantões há três meses. Olívia, a caçula do clã Jafar e responsável técnica pela prestação de serviços, formou-se em 2024. A instituição destacou que não houve contato do Gaeco para esclarecimentos sobre o contrato.

Na mesma operação, além de Olívia, foram presas sua mãe, Rossana Paroschi Jafar, e seus irmãos, Felipe e Giovanni. Rossana é apontada como a líder de um esquema criminoso que fraudava contratos com prefeituras em Mato Grosso do Sul. A investigação revelou que o ex-chefe da regulação da Saúde no Estado, Ed Carlo Britto Burgatt, também está envolvido, utilizando sua posição para forçar gestores públicos a adquirirem livros de editoras ligadas ao grupo.

O Gaeco identificou irregularidades no uso do mecanismo de inexigibilidade de licitação, com a justificativa de que os materiais fornecidos eram de edição e publicação exclusivas da Editora Avante, sendo considerada uma tentativa de conferir legalidade às contratações fraudulentas. A dentista Rossana Paroschi Jafar é suspeita de ser a verdadeira proprietária da Editora Avante, que foi registrada inicialmente em nome de sua nora, Rhayane Souza Fanaia.

As apurações indicaram que os valores recebidos pela editora eram direcionados para outros integrantes do esquema, incluindo empresários e advogados. Em Abadiânia, o Ministério Público de Goiás cumpriu mandados de prisão e busca, com Rhayane sendo uma das pessoas detidas. Apenas um empresário permanece foragido. A Operação Gutenberg tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa acusada de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro, com atuação em Campo Grande e outras cidades do Estado.

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