Val Ceasa é alvo de operação que investiga ligação com facção criminosa no Rio

O deputado estadual Val Ceasa (PRD) e outros agentes públicos estão sendo investigados por supostas conexões com o Terceiro Comando Puro, uma das principais facções [...]
Foto: Deputado estadual do Rio de Janeiro, Val Ceasa (PRD) é suspeito de ligação

Na manhã desta quinta-feira (18), uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) teve como alvo o deputado estadual Val Ceasa, do PRD. A ação, que investiga possíveis ligações de agentes públicos com o Terceiro Comando Puro (TCP), um dos grupos criminosos mais influentes do estado, inclui também o ex-vereador Ulisses Marins, do União Brasil, e um ex-assessor parlamentar. Ao todo, 14 mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, com um dos locais de busca sendo a Assembleia Legislativa (Alerj).

O procurador-geral de Justiça do Estado do Rio, Antonio José Campos Moreira, determinou a operação que é acompanhada por integrantes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ, além da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil. As defesas dos envolvidos ainda não se manifestaram publicamente sobre as acusações.

As investigações tiveram início após a identificação de que alguns parlamentares teriam buscado informações junto à Polícia Militar sobre uma operação secreta que previa a demolição de imóveis utilizados pelo TCP no Complexo de Israel, considerado um dos principais redutos da facção na zona norte do Rio de Janeiro. A análise do Ministério Público revelou que os alvos da operação tentaram utilizar sua influência para alegar que os imóveis em questão teriam finalidade social, o que não corresponde à realidade, segundo as apurações.

Como resultado desta investigação, a ação policial que visava a demolição dos imóveis foi postergada, o que levanta questões sobre a atuação de figuras públicas em situações que envolvem facções criminosas. Os mandados de busca foram autorizados pelo Tribunal de Justiça, permitindo ações em diversos endereços tanto na capital quanto no Espírito Santo, onde se supõe que haja conexões que possam ser exploradas.

A operação destaca a preocupação das autoridades com a relação entre políticos e organizações criminosas, um tema que vem sendo amplamente debatido no Brasil, especialmente em um momento em que diversas investigações sobre corrupção e crime organizado ganham destaque. O desenrolar deste caso pode trazer novas revelações sobre o alcance das ações do TCP e a infiltração de suas atividades no tecido político local.

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