A senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, abordou a recente escolha do ex-deputado Capitão Contar como candidato do PL ao Senado, afirmando que a questão é um "problema interno do PL". A declaração ocorreu após a confirmação do nome de Contar pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, em suas redes sociais na quarta-feira, dia 1º.
Ao ser indagada sobre o possível impacto da indicação na unidade da base bolsonarista no estado, Tereza Cristina transferiu a responsabilidade da decisão, ressaltando que cabe ao PL gerenciar essa situação. "Quem sou eu para dizer isso?" questionou a senadora, enfatizando que a condução dos assuntos internos do partido é de sua competência.
A senadora também comentou sobre os critérios que embasaram a escolha, destacando que a decisão do PL respeitou os acordos estabelecidos anteriormente entre os partidos da coalizão. "Era a pesquisa, né? Tinham dois ótimos nomes, mas a pesquisa mostrou que o Capitão Contar é o mais viável". A parlamentar apontou a urgência em definir os candidatos, dado o calendário eleitoral que se aproxima.
Valdemar Costa Neto, em vídeo divulgado, assegurou o apoio da Executiva Nacional do PL à candidatura de Contar, afirmando que o partido está unido em torno da escolha. O respaldo à pré-candidatura se deu após Contar revelar que o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, o contatou em junho para discutir levantamentos internos realizados pelo PL.
As pesquisas demonstraram que o nome de Capitão Contar é considerado o mais forte para concorrer a uma das duas cadeiras do Senado Federal por Mato Grosso do Sul, em um pleito que renovará dois terços do Legislativo. Contar, que teve um desempenho significativo na disputa pelo Governo do Estado em 2022 pelo PRTB, ingressou no PL em dezembro de 2025, com a promessa de ser o candidato do partido.
A primeira vaga foi assegurada ao ex-governador Reinaldo Azambuja, que assumiu a presidência do PL em Mato Grosso do Sul após deixar o comando do PSDB. Com isso, a estratégia bolsonarista para o Senado exclui Marcos Pollon, mencionado em uma carta de Jair Bolsonaro como seu candidato, mas que foi ignorado pela legenda, que decidiu seguir os resultados das pesquisas eleitorais.