A defesa do tenente Carlos Eduardo da Silva Filho, de 27 anos, da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, protocolou um pedido de liberdade. O militar está detido pela morte do soldado aposentado Resoaldo Gomes dos Santos, em um caso que gerou grande repercussão na região de Ponta Porã.
O pedido foi registrado no último sábado (10), e os advogados do tenente, Gabriel Ayala e Rui Gibim, argumentam que não tiveram acesso ao Inquérito Policial, que deveria ter sido finalizado no dia 25 de setembro. Além disso, destacam que, até o momento, não houve denúncia formal relacionada ao caso.
Os defensores ressaltam que o prazo para a conclusão do Inquérito foi significativamente ultrapassado, o que, segundo eles, justifica a solicitação para que a prisão seja relaxada. "O prazo para a conclusão do Inquérito foi extrapolado em mais de 100%", afirmam, defendendo a liberação do tenente.
O incidente que resultou na prisão de Carlos aconteceu no dia 16 de setembro. Ele disparou contra o soldado Resoaldo, que na ocasião cumpria uma pena administrativa de dez dias no 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM) em Ponta Porã, que fica a 315 quilômetros de Campo Grande. Após os disparos, o tenente pediu socorro, e um colega ajudou a transportar o soldado para o Hospital Regional, mas Resoaldo não sobreviveu aos ferimentos e faleceu um dia depois.
Carlos Eduardo passou por audiência de custódia no dia 18 de setembro, quando a prisão foi mantida. Sua defesa já havia solicitado a liberdade provisória um dia antes da audiência, porém o pedido foi negado pela Justiça. Desde sua detenção, Carlos está custodiado no Presídio Militar Estadual (PME) em Campo Grande.
A situação gera preocupações sobre o andamento do processo, já que a defesa alega que a falta de denúncia formal e o atraso na conclusão do Inquérito são fatores que comprometem a legalidade da detenção do tenente. A expectativa agora é de que a Justiça avalie o pedido de liberdade e considere os argumentos apresentados pela defesa.