Líder do PCC, Mijão, pode ser enviado aos Estados Unidos após acordo internacional

Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como Mijão, está Foragido na Bolívia e pode ser extraditado para os Estados Unidos, onde enfrentará penas por tráfico [...]

Sérgio Luiz de Freitas Filho, também conhecido como Mijão, figura proeminente do PCC (Primeiro Comando da Capital), enfrenta a possibilidade de extradição para os Estados Unidos, onde deverá cumprir pena em prisões de segurança máxima. Essa possibilidade surge em um contexto de crescente cooperação internacional, especialmente após a assinatura do Acordo Escudo das Américas pelo presidente Donald Trump, em setembro, com a participação de 14 países da América Latina.

O acordo, que não inclui Brasil e México, possibilita a extradição de criminosos que se encontram foragidos em países que aderiram ao pacto. Mijão, atualmente Foragido na Bolívia, é procurado internacionalmente e está na lista vermelha da Interpol. Ele reside em Santa Cruz de La Sierra há mais de uma década, onde se mantém em uma rotina luxuosa, cercado por segurança e utilizando documentos falsos, conforme apurações do Ministério Público de São Paulo.

Além de Mijão, outros membros do PCC, como Silvio Luiz Ferreira, conhecido como “Cebola”, e Décio Gouveia Luís, o “Décio Português”, também estão entre os procurados. Mijão é investigado por sua suposta participação em um plano que visava assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, em Campinas. Ele é considerado parte da “sintonia final”, núcleo responsável pelas decisões cruciais da organização criminosa.

A operação entre as forças policiais da Bolívia e dos Estados Unidos já trouxe resultados positivos, como a captura de integrantes do PCC em Santa Cruz de La Sierra. Em setembro, Roberto Prieto Filho, o “Betinho da Baixada”, e Márcio Barbosa da Silva, o “Beiço de Mula”, foram detidos em uma ação que contou com a colaboração de autoridades brasileiras, bolivianas e norte-americanas.

O Acordo Escudo das Américas fortalece as iniciativas de combate ao narcotráfico e ao crime organizado na região, incluindo organizações como o PCC e o Comando Vermelho, que estão entre as 24 facções mencionadas como alvo das sanções impostas pela nova política de segurança. Para Mijão, a possibilidade de uma eventual captura na Bolívia pode abrir a porta para sua extradição e a responsabilização perante a Justiça dos Estados Unidos.

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