Tempestade solar deve atingir a Terra nesta sexta-feira com possibilidade de auroras

Uma tempestade geomagnética de intensidade moderada deve ocorrer nesta sexta-feira, 9 de outubro, com picos de atividade entre 6h e 9h. Expectativa de auroras boreais [...]
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Nesta sexta-feira, dia 9 de outubro, a Terra será impactada por uma tempestade solar gerada por uma ejeção de massa coronal que ocorreu no dia 6 do mesmo mês. As partículas emitidas pelo Sol devem chegar ao planeta nas primeiras horas da manhã, com a possibilidade de auroras boreais se manifestarem em regiões mais ao sul do que o habitual. Entretanto, o Brasil não faz parte da área onde o fenômeno pode ser visualizado.

O Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA avaliou a situação e classificou a tempestade como G2, o que indica uma intensidade moderada. Esse tipo de evento ocorre quando uma quantidade significativa de partículas carregadas atinge o campo magnético da Terra, provocando alterações que podem resultar em auroras.

A nuvem de partículas está prevista para viajar a aproximadamente 560 quilômetros por segundo, segundo o Solar Influences Data Analysis Center (SIDC). A chegada ao planeta está projetada para acontecer por volta de 1h, no horário de Brasília, mas existe uma margem de erro de até 6 horas para essa previsão.

As estimativas da NOAA indicam que a intensidade da tempestade poderá variar ao longo do dia, oscilando entre os níveis G1 e G2. Picos de atividade estão previstos para ocorrer entre 6h e 9h. Especialistas reconhecem que, à medida que novas observações são feitas, os cálculos sobre a trajetória e a velocidade da nuvem podem ser ajustados, tornando a precisão do horário de impacto ainda incerta.

Auroras boreais, típicas de tempestades G2, podem ser vistas a latitudes mais ao sul de pontos como Nova York. Contudo, a visibilidade desse fenômeno dependerá da orientação do campo magnético que as partículas solares carregam durante o encontro com a Terra. Isso implica que o fenômeno pode ser restrito a regiões mais ao norte ou se espalhar de forma inesperada. De qualquer forma, não se espera que as auroras sejam visíveis do Brasil.

Os cientistas também alertam que, apesar de essa tempestade solar ser menos intensa do que um evento semelhante ocorrido em maio, a duração prevista é de cerca de 36 horas. A atividade solar não deve parar por aqui; logo após a ejeção M1.4, uma nova ejeção de classe M1.8 foi registrada pela mesma região de manchas solares, AR4549.

Com informações correiodoestado.com.br

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