Onda de calor atinge MS com temperaturas de até 43°C a partir de sábado

Mato Grosso do Sul enfrenta a partir de sábado uma onda de calor com máximas que podem chegar a 43°C, conforme aviso do Inmet. A [...]

Mato Grosso do Sul se prepara para um fim de semana marcado por altas temperaturas, com a previsão de que os termômetros cheguem a até 43°C. O fenômeno climático deve ter início neste sábado (26), conforme aviso vermelho emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que abrange todos os 79 municípios do estado até quarta-feira (30).

Nesta sexta-feira (25), o calor já é intenso, com máximas que podem atingir 33°C Em Campo Grande, enquanto regiões como Pantaneira e Sudoeste enfrentam temperaturas ainda mais elevadas, entre 35°C e 43°C. Cidades como Corumbá, Aquidauana, Miranda, Porto Murtinho e Bonito se destacam por suas altas temperaturas.

No Bolsão e Norte do estado, as máximas são previstas entre 34°C e 40°C, com destaque para municípios como Três Lagoas, Paranaíba, Aparecida do Taboado, Coxim e Sonora. Já nas regiões Sul, Cone-Sul, Leste e Grande Dourados, os termômetros devem marcar entre 29°C e 38°C, com Dourados, Ponta Porã, Naviraí, Mundo Novo e Nova Andradina figurando entre as cidades mais afetadas.

A continuidade das altas temperaturas ao longo do fim de semana pode resultar em um episódio significativo de calor, sendo caracterizado como a primeira onda de calor da primavera. Essa condição climática aumenta os riscos de desidratação e problemas de saúde, especialmente entre grupos vulneráveis como crianças e idosos.

Além disso, a combinação de calor extremo e baixa umidade do ar favorece a ocorrência de incêndios florestais, uma vez que a vegetação se torna mais suscetível ao ressecamento e à queima. O Inmet alerta que a definição de onda de calor se dá pela persistência de temperaturas máximas que superam em 5°C a média climatológica por pelo menos cinco dias consecutivos.

No cenário atual, a previsão para Campo Grande indica que a máxima pode chegar a 40°C na próxima segunda-feira (28), com variações possíveis entre os municípios. O fenômeno é atribuído, em parte, a uma área de baixa pressão que se intensifica entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai, facilitando a entrada de ar quente na região centro-sul do Brasil. Uma circulação atmosférica em níveis mais altos também contribui para manter o calor sobre Mato Grosso do Sul.

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