Senado aprova novas diretrizes para a concessão de justiça gratuita

O Senado Federal aprovou o PL 2.239/2022, que altera o Código de Processo Civil para estabelecer critérios objetivos na concessão de justiça gratuita. Além disso, [...]

O Plenário do Senado Federal, em sessão realizada na última terça-feira, aprovou o Projeto de Lei 2.239/2022, que estabelece novos critérios para a concessão da justiça gratuita. A proposta visa modificar o Código de Processo Civil (CPC) para evitar abusos no acesso a esse benefício, que anteriormente era concedido apenas com base na declaração de hipossuficiência, ou seja, na alegação de falta de recursos financeiros. A nova versão do texto exige que a concessão da gratuidade seja fundamentada em critérios objetivos e requer comprovação documental.

Para ter acesso à justiça gratuita, os requerentes devem atender a ao menos um dos requisitos definidos na proposta aprovada. Essa mudança representa um avanço nas normas que regem o acesso à justiça, garantindo que a concessão do benefício não seja apenas uma declaração unilateral dos solicitantes. O senador Hamilton Mourão, relator do projeto, foi responsável pela elaboração do substitutivo que agora retorna à Câmara dos Deputados para nova apreciação.

Em outra deliberação, também foi aprovado, em regime de urgência, um projeto que permite a comercialização e posse de aerossóis de extratos vegetais para a defesa pessoal das mulheres. O texto tem como objetivo promover a proteção da integridade física, psicológica e sexual das mulheres no Brasil, estabelecendo diretrizes para o uso do dispositivo e penalidades para o seu uso inadequado. Para a aquisição, a autorização é concedida automaticamente às mulheres maiores de 18 anos, além de poder ser solicitada com a autorização dos responsáveis para jovens de 16 e 17 anos. Este projeto, conhecido como PL 727/2026, foi relatado pelo senador Laércio Oliveira e segue agora para a sanção presidencial.

O Senado Federal, criado pela Constituição de 1824, desempenha um papel essencial na elaboração de leis e na fiscalização das ações dos outros Poderes. Cada estado e o Distrito Federal têm a prerrogativa de eleger três senadores, independentemente da população, garantindo assim uma representação equitativa nas deliberações do Congresso Nacional. Os senadores são escolhidos para mandatos de oito anos, que são os mais longos entre os cargos eletivos do país, com a renovação ocorrendo de forma alternada a cada quatro anos.

Essas novas diretrizes sobre a justiça gratuita e a aprovação do projeto de defesa pessoal representam um avanço significativo nas legislações que visam a proteção de direitos no Brasil, refletindo um esforço contínuo para adaptar as leis às necessidades sociais e garantir a justiça acessível a todos.

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