Renan Santos critica STF e defende atuação do Congresso em agenda no MS

Durante evento Em Campo Grande, o pré-candidato à presidência Renan Santos afirmou que o STF deve agir como guardião da Constituição e criticou decisões que [...]

Em agenda realizada Em Campo Grande, o pré-candidato à presidência da República, Renan Santos, do Missão, fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que a corte deve voltar a atuar como guardiã da Constituição, e não como um "destruidor" dela. Santos destacou a importância da atuação do legislativo para que as decisões do STF não interfiram nas ações do Congresso Nacional.

"Eu vou me juntar todas as vezes ao legislativo, toda vez que o STF passar por cima de uma decisão tomada pelo nosso parlamento. O STF tentou, em alguns momentos, derrubar, inclusive, medidas como o Marco Temporal, e o parlamento se juntou pra enfrentar ele", afirmou o líder do Movimento Brasil Livre (MBL).

A visita a Campo Grande faz parte de uma série de compromissos que o pré-candidato cumpre pelo Centro-Oeste, com o término da agenda em Mato Grosso do Sul. Ele chegou à capital sul-mato-grossense na última quinta-feira (23) e continuará sua trajetória pelo interior do estado.

Renan Santos também se posicionou sobre a futura indicação de ministros para a Suprema Corte, afirmando que o próximo Presidente da República poderá indicar até quatro novos magistrados. Ele não revelou nomes, mas defendeu que os indicados devem ter um perfil "católico tradicional" e compreensão sobre o agronegócio.

Além disso, o político criticou defensores de pautas identitárias, referindo-se à expressão "woke", utilizada para descrever movimentos que lutam por direitos relacionados à raça, gênero e sexualidade. Santos enfatizou que os ministros que eventualmente forem nomeados terão uma abordagem legalista, respeitando os direitos humanos fundamentais, mas sem comprometer a liberdade de expressão.

O pré-candidato também levantou preocupações sobre a relação entre ministros do STF e escritórios de advocacia. Um levantamento da BBC News Brasil apontou que oito ministros têm parentes advogados envolvidos em processos na Suprema Corte. Santos prometeu que a maioria dos ministros indicados não permitirá que o STF se torne uma entidade com superpoderes para realizar negócios.

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