Luna, acusada de espancar até a morte um homem em Campo Grande, apresentou sua defesa durante o julgamento realizado na manhã desta sexta-feira (22). A ré afirmou que José Roberto, a vítima, tentou abusar sexualmente dela, levando-a a agredir o homem, que faleceu em decorrência das lesões. O crime ocorreu em 14 de outubro de 2024, e Segundo Luna, a vítima era uma pessoa em situação de vulnerabilidade social, morando com ela.
No Tribunal do Júri, Luna detalhou as circunstâncias que antecederam o crime. Ela explicou que acolheu José Roberto em sua casa, uma vez que ele usava cadeira de rodas e vivia na rua. A acusada ainda mencionou que cuidava do imóvel e que, em troca, recebia dinheiro e drogas da vítima. Luna destacou que, na ocasião do crime, estava celebrando a conquista de sua casa própria, o que a levou a realizar uma festa com a presença de mais duas pessoas.
Após a confraternização, que se estendeu pela noite, Luna afirmou que foi dormir, mas foi despertada por uma sensação estranha. Ela relatou que, ao acordar, encontrou José Roberto sobre seu corpo, tocando-a de forma inapropriada. Inicialmente, acreditou que se tratava de um dos homens que participaram da festa. Para se desvencilhar, Luna disse que deu uma cotovelada, momento em que percebeu que era José Roberto.
De acordo com o relato de Luna, o homem a agarrou, e, em um impulso de defesa, ela começou a agredi-lo. A ré afirmou que quanto mais ela batia, mais ele a segurava, culminando em sua frase: “Ele não me soltou, e eu continuei batendo, e ele não me soltava”.
Luna responde pelo crime de homicídio qualificado por meio cruel, cuja pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão. O caso, que gerou grande repercussão, segue sendo analisado pelo Tribunal do Júri, onde os jurados decidirão o destino da acusada após a apresentação das provas e testemunhos relacionados ao ocorrido.