Empresário detido com veículo luxuoso e arma justifica não poder pagar fiança

Um empresário de 27 anos, preso pela Polícia Federal durante a Operação Cyber Trap, afirma não ter condições financeiras para pagar a fiança de R$ [...]
Mustang sendo levado pela PF. (Foto: Madu Livramento, Jornal Midiamax)

Um empresário de 27 anos foi detido na quinta-feira (21) em Campo Grande durante a Operação Cyber Trap, realizada pela Polícia Federal (PF). A ação visa desarticular uma organização criminosa envolvida em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. O empresário, que se encontrava no condomínio Sky Residence, foi preso com uma pistola Taurus calibre .380 e veículos de luxo, incluindo um Mustang, que foram apreendidos pela polícia.

A prisão do empresário ocorreu em meio ao cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão preventiva. Durante a operação, foram encontrados também uma caminhonete Amarok, um Virtus, diversos celulares e computadores de alto desempenho. A PF informou que a fiança foi fixada em R$ 15 mil, considerando que o detido possui veículos em nome de terceiros, indicando uma capacidade financeira para arcar com o valor.

Após a detenção, a defesa do empresário solicitou sua LIBERDADE PROVISÓRIA, alegando que ele não teria condições de pagar a fiança. No pedido, foi destacado que suas contas bancárias foram bloqueadas e seus bens apreendidos, o que inviabilizaria a quitação do valor. A defesa argumentou ainda que a prisão preventiva não se justifica, uma vez que não há indícios concretos de risco à ordem pública ou à investigação.

Além disso, a defesa ressaltou que o cliente não cometeu o crime imputado com violência ou grave ameaça, e que não houve resistência ou tentativa de fuga durante a abordagem policial. O requerente possui um endereço fixo e condições de responder ao processo, uma vez que as principais diligências já foram realizadas, incluindo o bloqueio patrimonial.

A Operação Cyber Trap revelou um esquema de movimentação financeira com valores que ultrapassam R$ 120 milhões, o que envolvia o uso de criptomoedas e empresas de fachada. A ação mobilizou cerca de 44 policiais federais e foi realizada não apenas em Campo Grande, mas também em Campo Limpo Paulista, São Paulo. A operação integra o Projeto Tentáculos, uma iniciativa da Polícia Federal em colaboração com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e outras instituições financeiras, com o objetivo de combater fraudes bancárias eletrônicas de forma mais eficiente.

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