Uma professora da rede municipal de ensino de Campo Grande relata um suposto afastamento irregular, que considera assédio moral e perseguição institucional. Segundo a educadora, os problemas começaram após conflitos com a direção de uma unidade escolar, onde atuava como contratada. A diretora teria informado que a professora seria "colocada à disposição" e estaria impedida de retornar à escola ou assumir nova lotação, alegando uma denúncia contra a direção atribuída a ela.
A docente, que leciona há quatro anos consecutivos e não possui histórico de faltas ou problemas de desempenho, buscou esclarecimentos na Ouvidoria da Secretaria Municipal de Educação. Foi informada sobre denúncias anônimas contra a direção, mas não havia comprovação de que ela fosse a autora. Ao tentar escolher uma nova vaga, foi surpreendida com a restrição administrativa em seu nome, que a impediu de assumir uma posição mais próxima de sua residência.
A professora questiona a existência de um documento formal que justifique a restrição e afirma que não recebeu nenhuma resposta clara sobre isso, apesar de seus pedidos. Ela também buscou respostas em outras instâncias da Semed, mas as respostas foram padronizadas e não esclareceram a base legal da restrição. Além disso, não houve investigação interna para apurar as denúncias que ela apresentou.
Em decorrência dessa situação, a educadora relata que sua saúde mental foi afetada, impactando seu desempenho em um concurso público e gerando insegurança quanto a uma futura nomeação em cargo efetivo. Atualmente, ela está aprovada em cadastro de reserva e teme que a restrição informal continue a ser utilizada contra ela.
