A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, do PP, declarou ter recebido com surpresa a notícia da deflagração da Operação Suffragium, realizada pela Polícia Federal na sexta-feira, 19. A operação visa aprofundar a investigação sobre um possível esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024, especificamente para o cargo de prefeito. Em sua manifestação, a prefeita ressaltou que o assunto já havia sido analisado pelo Poder Judiciário.
Adriane Lopes apontou que a defesa da Administração Municipal conseguiu decisões favoráveis em duas instâncias no Mato Grosso do Sul, além de um parecer favorável do Procurador-Geral em Brasília. Ela enfatizou que as diligências realizadas na sexta-feira não envolvem nenhum órgão da Administração Municipal e não têm relação com atos da atual gestão.
A operação conduzida pela Polícia Federal incluiu o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul. As ações ocorreram em endereços residenciais e comerciais nas cidades de Taquarussu e Campo Grande.
As investigações apontaram movimentações financeiras atípicas, como saques em espécie e transferências fracionadas via Pix, além do uso de contas de terceiros para a circulação e distribuição de recursos em períodos próximos aos turnos eleitorais. Essas condutas podem caracterizar crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, conhecidos como caixa dois. As investigações seguem em andamento e ocorrem sob sigilo.
Em sua nota, a prefeita Adriane Lopes reafirmou seu respeito pelas instituições e pelo trabalho dos órgãos de controle e investigação, colocando-se à disposição para eventuais esclarecimentos necessários. Com isso, ela expressou a convicção de que a verdade prevalecerá, assim como já ocorreu em decisões judiciais anteriores. Por fim, a prefeita reiterou o compromisso da Administração Municipal em priorizar ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população de Campo Grande.