Um grupo restrito de deputados e senadores no Congresso Nacional está se mobilizando para exigir maior transparência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), especialmente após os insucessos da seleção em Copas FIFA. Os parlamentares buscam acesso a contratos financeiros e desejam investigar a publicidade de cláusulas que possam impactar o futebol, com foco particular em jogadores patrocinados por empresas de apostas.
Entretanto, esse movimento ainda enfrenta resistência. A influência do lobby da CBF no Congresso é forte, especialmente considerando a relação com um ministro do STF que teria indicado cinco vice-presidentes da entidade e apoiado o atual presidente, Samir Xaud. Tentativas anteriores de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a CBF não tiveram sucesso, com iniciativas registradas em 2012 e 2025.
A atual situação da CBF é marcada por críticas, destacando a falta de resultados no campo e a alegação de ingerências políticas e judiciais. Há preocupações de que jogadores sejam convocados sob pressão de patrocinadores e que o técnico da seleção atue como garoto-propaganda de marcas de bebidas.
Na esfera política, Flávio Bolsonaro, que se destaca como presidenciável, está se preparando para lançar uma chapa pura no PL, após tentativas frustradas de aliança com Ronaldo Caiado e Romeu Zema. A presença de uma mulher na vice ainda não está confirmada.
Enquanto isso, sob pressão de lobbies empresariais, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado adiou mais uma vez a análise do PL 6.461/19, que visa instituir o Estatuto do Aprendiz. Esse novo marco regulatório poderia gerar até 1 milhão de empregos para jovens, mas enfrenta entraves relacionados a impostos sobre a folha de pagamento.
Adicionalmente, deputados e senadores foram convidados a participar presencialmente do Leilão Regis Bittencourt, programado para ocorrer na Bolsa de São Paulo no dia 23. O evento é considerado crucial para o setor de transporte, especialmente pelo seu potencial impacto econômico.