Moradores do Jardim Tarumã, em Campo Grande, manifestam insatisfação em relação ao barulho e à bagunça provenientes de um espaço de festas, onde Lucas Henrique Santos Vieira, conhecido como "Gato Preto", foi executado. O crime ocorreu na tarde de quinta-feira (8), e desde então, a vizinhança afirma que as festas têm sido incessantes, prejudicando o descanso dos moradores.
Ao Jornal Midiamax, um dos vizinhos expressou sua indignação: "Desde o dia da eleição, ninguém dorme aqui na vizinhança; todo dia tem som automotivo nesse espaço de festas. Um casal de vizinhos, inclusive, passou mal de nervoso na quinta-feira; estava uma bagunça muito grande", relatou. Apesar das queixas, a proprietária do local refutou as reclamações, afirmando que não houve excesso de barulho ou desordem.
A proprietária do espaço justificou que eventos são realizados para diversos públicos e que, portanto, é impossível prever quando uma fatalidade pode ocorrer. "Como locamos para todos os públicos, é de imaginar que a qualquer momento pode acontecer qualquer fatalidade, como aconteceu. E, como não sabemos para quem locamos, as pessoas ligam aleatoriamente querendo locar o espaço. A gente não puxa histórico de ninguém, apenas faz a reserva", explicou.
No dia do crime, a equipe da 10ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar) foi acionada ao espaço de festas, onde três mulheres foram convidadas por "Gato Preto" para passar o dia. Durante a festa, por volta das 15h45, dois criminosos armados, vestidos com uniformes semelhantes aos de uma empresa, invadiram o local e dispararam contra Lucas e seu amigo, que foi baleado três vezes.
Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento em que Lucas tenta proteger seu amigo ao colocá-lo na frente dele, mas ambos acabaram caindo na piscina. Os suspeitos conseguiram fugir após a execução, que deixou Lucas ferido na região da nuca, costas, clavícula e pernas. O amigo da vítima, que estava foragido desde 18 de setembro por tentativa de homicídio, foi socorrido para a Santa Casa e permanece internado sob escolta policial.
As Equipes da Polícia Civil e da perícia estiveram no local para realizar os levantamentos necessários. Durante a investigação, o celular de Lucas foi apreendido para análise, assim como 12 estojos de calibre 9 mm, todos percutidos e deflagrados, que foram encontrados no espaço de festas.