Ministro do Trabalho destaca acolhimento de imigrantes no Brasil

Durante visita a Campo Grande, Luiz Marinho reafirmou a abertura do mercado de trabalho brasileiro para imigrantes, contrastando com a política de Donald Trump nos [...]

Em agenda realizada em Campo Grande no dia 8 de agosto, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou a postura acolhedora do Brasil em relação aos imigrantes, em oposição à política de extradição do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump. O ministro afirmou que o país está "de braços abertos" para receber imigrantes, promovendo processos de qualificação e diálogo com empresas para fomentar contratações.

De acordo com o 12º Relatório Anual do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), o Brasil abriga mais de 2 milhões de imigrantes, incluindo residentes, temporários, refugiados e solicitantes de asilo. Esses imigrantes representam cerca de 200 nacionalidades diferentes, distribuídas por todas as unidades da federação. Entre os grupos mais destacados estão os venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos, com uma estimativa de 680 mil venezuelanos vivendo no Brasil até o início de 2026, predominando mulheres e crianças na faixa etária de 0 a 14 anos.

Os Dados do Atlas dos Trabalhadores Migrantes no Brasil indicam um crescimento significativo no número de vínculos formais de Trabalhadores Migrantes, que aumentou de 43 mil em 2002 para 272 mil em 2023. Apesar desse avanço, a inserção desses trabalhadores no mercado ainda ocorre majoritariamente em setores que enfrentam desafios como baixos salários e alta rotatividade. O Tribunal Superior do Trabalho apontou que 71% dos Trabalhadores Migrantes formais recebem até dois salários mínimos.

Marinho enfatizou que o acesso à informação é fundamental para prevenir a exploração e a violação dos direitos dos Trabalhadores Migrantes. A justiça do trabalho também tem se empenhado em criar mecanismos que garantam a proteção desses indivíduos, que muitas vezes se encontram em situações vulneráveis. O ministro concluiu destacando a importância de um diálogo contínuo entre o governo e o setor privado para melhorar as condições de trabalho e vida dos imigrantes no Brasil.

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