Neste sábado (4), milhares de iranianos se reuniram na Grande Mosalla, em Teerã, para prestar homenagens ao aiatolá Ali Khamenei, que faleceu no início da guerra entre Irã e Estados Unidos, em fevereiro deste ano. Khamenei governou a República Islâmica do Irã por 37 anos e sua morte gerou grande comoção no país.
A cerimônia de funeral ocorre em um complexo religioso que foi projetado para superar a Mesquita de Meca em área. Durante a homenagem, os presentes, vestidos de preto e portando bandeiras do Irã, exibiam cartazes com o rosto de Khamenei e de seu filho, Mojtaba Khamenei, atual líder supremo. A multidão clamava por justiça e expressava sua indignação com gritos de “morte aos Estados Unidos”.
Os iranianos começaram a se reunir um dia antes do evento oficial, com o intuito de serem os primeiros a prestar suas últimas homenagens. A primeira parte do ato funerário teve início na sexta-feira (3), quando o corpo do líder foi exposto para figuras importantes do governo iraniano e autoridades de outros países.
Após a cerimônia em Teerã, a procissão passará pelas ruas da capital e, em seguida, os restos mortais de Khamenei seguirão para diversas cidades do Irã e do Iraque. O sepultamento está agendado para a próxima quinta-feira (9) na cidade santa de Mashhad, onde o líder nasceu.
Mojtaba Khamenei, que assumiu a liderança após a morte do pai, não tem presença confirmada no funeral, pois teria sido ferido durante os conflitos e não apareceu publicamente desde então. O evento também serve como uma demonstração de força para os Estados Unidos, em meio a negociações de paz que continuam entre os governos. Em junho, um protocolo de acordo foi assinado para definir as condições para o fim da guerra.