A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (25) para declarar que não guarda "raiva de ninguém" após uma recente desavença com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em sua publicação, ela enfatizou a importância da união entre os aliados para "derrotar o atual desgoverno" e pediu que suas palavras não fossem retiradas de contexto para evitar confusões.
Na quarta-feira (24), Michelle havia relatado em um vídeo que se sentiu "apunhalada" e humilhada por Flávio, que foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como candidato à presidência nas eleições de outubro. A ex-primeira-dama mencionou que a relação entre eles se deteriorou desde o fim de 2025, após um telefonema em que Flávio teria sido desrespeitoso, afirmando que seria melhor que ela ficasse fora das decisões do partido.
Michelle detalhou a conversa, na qual Flávio alegou que ela não tinha experiência em política e minimizou sua contribuição. "Diante dessa humilhação, eu disse que estava tudo bem e percebi que ele não desejava meu apoio", relatou a ex-primeira-dama, referindo-se a um episódio que ocorreu após um comício no Ceará no final do ano passado.
Durante o evento, Michelle criticou a aproximação do PL com Ciro Gomes (PSDB), que havia feito críticas a Jair Bolsonaro durante seu mandato. Ela apontou para o deputado André Fernandes (PL-CE), um dos responsáveis pela aliança, e destacou que a decisão foi precipitada, uma vez que Ciro Gomes havia chamado a família Bolsonaro de corruptos e bandidos.
Em resposta às acusações, Flávio Bolsonaro se manifestou na noite de quarta-feira (24), negando ter desrespeitado ou humilhado Michelle. Ele afirmou que nunca teve a intenção de ofendê-la e elogiou seu trabalho no PL Mulher, reconhecendo sua importância para o Brasil e para a família.
O desentendimento entre Michelle e Flávio Bolsonaro revela profundos descontentamentos nas relações familiares e políticas, em um momento em que a ex-primeira-dama busca se distanciar de conflitos internos e reafirmar sua posição dentro do partido. Com a proximidade das eleições, a necessidade de coesão entre os aliados se torna ainda mais evidente, ma nova história será escrita com verdade, clareza e respeito".