Mãe e padrasto de bebê com sinais de maus-tratos são presos em Campo Grande

A prisão preventiva da mãe e do padrasto do bebê Kalebe Josué, de 1 ano, foi decretada após a morte da criança, que apresentava hematomas [...]
Ilustrativa. — Foto: Ilustrativa. (Reprodução, Pixabay)

A prisão preventiva da mãe e do padrasto do bebê Kalebe Josué da Silva, de apenas 1 ano, foi decretada na manhã desta quinta-feira (30) em Campo Grande. A decisão ocorreu durante uma audiência de custódia, após a morte da criança, que apresentava hematomas e sinais de abuso sexual.

Durante a audiência, tanto a mãe quanto o padrasto não conseguiram justificar os hematomas encontrados no corpo do bebê. O padrasto afirmou que Kalebe havia caído duas vezes e admitiu que errou ao não levá-lo ao médico. O boletim de ocorrência registrou que a criança tinha diversos hematomas e indicativos de possível abuso sexual.

Em interrogatório na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), o padrasto negou ter agredido Kalebe. Ele se defendeu dizendo que cuidava da criança como se fosse seu filho. Na ocasião, o homem relatou que a companheira estava se arrumando para o trabalho na terça-feira (28), e que, enquanto descansava, foi informado que a mulher havia deixado uma mamadeira com o bebê.

Por volta de 6h50, o padrasto disse que foi dar banho em Kalebe e percebeu que a criança já havia vomitado e estava com o corpo mole. Ele afirmou que imediatamente acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e, enquanto aguardava a chegada da equipe, tentou realizar manobras de ressuscitação no bebê. Quando a Polícia Militar chegou ao local, ele estava com a criança no colo, tentando reanimá-la.

O serviço de emergência conseguiu reanimar Kalebe, mas os sinais de maus-tratos foram evidentes. Durante o interrogatório, o padrasto foi questionado sobre os hematomas e o possível abuso sexual. Ele alegou que notou uma mancha nas costas e na testa do bebê, mas não soube explicar a origem das lesões. Quanto aos hematomas nas pernas e na virilha, o homem insinuou que Kalebe frequentemente apresentava manchas quando ficava nervoso.

O padrasto também admitiu que já havia visto a companheira agredindo a criança em situações que classificou como “agressão de educação”, mencionando que o bebê já teria levado tapas da mãe. Durante as buscas na residência do casal, a polícia encontrou substância semelhante à maconha, e o homem confessou que eles haviam consumido drogas entre 19h e 20h do dia anterior. Ele negou que outras pessoas estivessem na casa entre os dias 27 e 28.

Leia mais

Rolar para cima