Mãe de bebê que faleceu após agressões nega envolvimento em crime

A mãe do bebê Kalebe Josué, que faleceu com suspeita de maus-tratos e abuso sexual, negou qualquer crime durante seu depoimento à polícia. Ela e [...]
Mulher foi interrogada na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Ado

A mãe do bebê Kalebe Josué da Silva, de apenas 1 ano, que faleceu sob suspeitas de maus-tratos e possível abuso sexual, negou qualquer envolvimento em crime durante seu interrogatório na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). A mulher, de 31 anos, e seu companheiro foram presos na manhã de terça-feira (28), e a criança faleceu na madrugada de quinta-feira (30) na Santa Casa.

Durante o depoimento, a mãe afirmou que não presenciou seu companheiro agredindo o filho, nem notou sinais de abuso sexual. Ela informou que o bebê estava sob os cuidados dele de segunda-feira a sábado, das 7h às 15h40, por conta de seu trabalho. Questionada sobre a situação de saúde do filho, ela sugeriu que o leite caipira que ele consumia poderia ter causado um problema cardiopulmonar, já que o bebê sofreu uma broncoaspiração e precisou ser reanimado antes de ser encaminhado ao hospital.

A mulher relatou que percebeu hematomas na testa e nas costas do filho apenas na segunda-feira (27), sendo que o companheiro teria explicado que o bebê havia caído na sala e batido a cabeça no chão no sábado (18). Ela estava em horário de almoço no trabalho quando foi informada sobre o incidente. No entanto, a equipe médica que atendeu Kalebe detectou diversos hematomas em seu corpo, além de ferimentos na região íntima, que a mãe alegou não ter visto, pois o companheiro teria dado banho e trocado o bebê naquele dia.

Sobre os ferimentos, a mãe afirmou que não imaginava que seu parceiro pudesse ter agido de forma violenta. “Eu juro que não. Eu juro que, na minha vida, eu nunca nem imaginaria que ele faria isso”, declarou durante o interrogatório. O padrasto do bebê acionou a esposa e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo orientado a iniciar manobras de reanimação até a chegada da equipe médica.

O médico que atendeu Kalebe constatou um hematoma na cabeça da criança, que se estendia até os olhos. O padrasto relatou que o bebê teria sofrido uma queda no banheiro na segunda-feira (27), mas não foi levado ao hospital naquele momento, recebendo apenas gelo no local da lesão.

A perícia foi acionada devido à presença de vestígios de sangue na coberta e na cama do casal, levantando suspeitas de violência sexual. Como resultado, a mãe e o padrasto foram levados à delegacia. No exame do bebê, foram encontrados sinais de abuso, incluindo hematomas em várias partes do corpo, com cores diferentes, além de marcas na virilha e nas pernas.

Leia mais

Rolar para cima