O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu início à sua campanha de reeleição na manhã deste domingo (16), em São Bernardo do Campo, São Paulo. O evento, que ocorreu no Estádio Municipal 1º de Maio, conhecido como Vila Euclides, foi marcado por um discurso que destacou a necessidade de valorização da mulher e o combate à violência de gênero. O local é significativo na trajetória política de Lula, tendo sido o palco de greves dos metalúrgicos durante a ditadura militar, na década de 1970.
Lula, que recentemente passou por um tratamento de radioterapia para câncer de pele, usou um chapéu durante a cerimônia, mas afirmou que o retiraria em respeito à plateia. No discurso, ele também expressou gratidão à sua mãe, dona Lindú, reconhecendo seu papel nas conquistas ao longo de sua vida. A primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, foi mencionada pelo presidente, que endossou seu apelo pela participação ativa das mulheres na sociedade.
O presidente ressaltou a importância de lutar contra a violência que afeta as mulheres. "Mulheres desse país, não baixem a cabeça nunca, porque os homens têm que aprender a respeitar vocês. Deus fez a gente igual. Não é possível que não termine com essa violência", afirmou Lula, reforçando a urgência da questão.
Durante o evento, um vídeo foi exibido mostrando Lula lendo uma carta que escreveu para si mesmo em 1979, época em que atuava no movimento sindical. Ao relembrar o passado, ele disse: "Após 47 anos e ganhar três eleições para a presidência da República, nem imaginava que poderia reconstruir o Brasil". Apesar das vitórias, Lula declarou que ainda não está satisfeito, pois acredita que o país pode alcançar muito mais.
Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, também discursou e destacou os avanços econômicos sob a presidência de Lula. Ele mencionou a recuperação da inflação e o aumento do emprego como conquistas significativas. Haddad ainda lembrou das políticas educacionais implementadas por Lula, que possibilitaram o acesso ao ensino superior para muitos jovens, através da expansão do ensino público e de programas como ProUni e Fies, dos quais ele fez parte durante sua gestão como ministro da Educação.