Justiça mantém prisões de líderes do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul

A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu manter as prisões de Roberto Razuk e Rafael Godoy Razuk, envolvidos em esquema de exploração do jogo [...]

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) deliberou de forma unânime pela negativa dos pedidos de soltura de Roberto Razuk e Rafael Godoy Razuk, pai e irmão do ex-deputado Neno Razuk, respectivamente. Os três são réus no processo relacionado à exploração do jogo do bicho, sendo acusados de integrar o núcleo central da organização criminosa identificada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A última fase da Operação Sucessione resultou em 20 réus, todos implicados em atividades ilícitas em Campo Grande.

As acusações contra o grupo incluem exploração ilegal do jogo do bicho, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e porte de armas. O Desembargador Jonas Hass Silva Júnior foi o relator do caso e ressaltou a falta de fundamentos nas teses defensivas que alegavam a inexistência de provas de liderança ou que os fatos investigados seriam antigos. O colegiado enfatizou a necessidade de manutenção das prisões preventivas, considerando a importância de preservar a ordem pública e interromper as atividades ilegais do grupo.

Para Roberto Razuk, a Justiça decidiu manter a prisão domiciliar, sem uso de tornozeleira eletrônica, devido à sua idade avançada de 85 anos e à condição de saúde debilitada. A medida foi tomada por razões humanitárias, mas a decisão judicial mantém proibições rigorosas, como restrições a contatos e deslocamentos, para evitar a continuidade da atuação criminosa.

Por outro lado, Neno Razuk, acusado de liderar a organização, permanece foragido. Ele teve seu foro privilegiado revogado em maio, e o pedido de prisão foi expedido em julho. Desde o dia 7 de julho, quando não foi localizado em sua residência, é considerado foragido da Justiça.

Uma nova audiência está marcada para o dia 21 de março de 2026 no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), que poderá resultar na recuperação do mandato de Neno. O ex-deputado enfrenta ainda a acusação de liderar uma organização criminosa armada, conforme a denúncia protocolada em 10 de dezembro de 2025, que envolve seu pai, Roberto Razuk, e seus irmãos, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) requer a condenação dos acusados, além de uma reparação de danos no valor de R$ 36 milhões, de acordo com a Lei de Lavagem de Dinheiro. A denúncia foi aceita pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande em janeiro de 2026, dando sequência aos desdobramentos da investigação sobre o Crime Organizado no estado.

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