Na manhã desta terça-feira (15), o corpo de Alan de Souza foi descoberto em estado de carbonização em uma comunidade do Jardim Centro Oeste, em Campo Grande. A vítima, de apenas 22 anos, foi assassinada na madrugada, por volta das 3h, quando criminosos teriam incendiado um barraco onde ele se encontrava. O fogo causou o desabamento da estrutura, deixando Alan preso sob os escombros.
Moradores da área não relataram terem ouvido disparos de arma de fogo durante o incidente, mas uma faca foi encontrada no local, levantando a suspeita de que o objeto tenha sido utilizado para o homicídio. A motivação do crime ainda está sendo investigada, mas há indícios de que esteja relacionada a uma disputa entre facções criminosas, especialmente considerando os acontecimentos recentes na região.
Poucas horas antes do assassinato de Alan, uma equipe do Batalhão de Choque da Polícia Militar esteve na comunidade em busca dos responsáveis pela execução de Nickollas Gabryel Rodrigues da Silva, de 17 anos, que ocorreu no bairro Dom Antônio Barbosa. Informações apuradas indicam que os responsáveis pela morte de Nickollas podem ser os mesmos que assassinaram Alan, intensificando as suspeitas de uma guerra entre os grupos criminosos PCC e CV.
No dia do crime de Nickollas, por volta das 19h50, testemunhas relataram que um homem entrou em um bar e, em seguida, disparou várias vezes antes de fugir em um veículo Corsa branco. A Força Tática do 10º Batalhão da Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada da Polícia Civil e da perícia. Durante as investigações, foi revelado que Nickollas havia se envolvido em uma briga horas antes, onde foram ouvidas ameaças relacionadas ao CV.
A execução de Nickollas não foi um caso isolado. Em 16 de agosto, os suspeitos de seu assassinato também teriam matado um adolescente de 14 anos no Jardim Noroeste, disparando seis vezes contra a vítima. Na ocasião, a dupla foi detida no dia seguinte, mas acabou recebendo liberdade provisória após audiência de custódia. Em liberdade, eles são agora suspeitos de terem executado Kauã Phelipe Florêncio de Almeida, de 21 anos, na noite de 6 de setembro, reforçando a conexão entre os crimes e a rivalidade entre facções na região.
As autoridades, incluindo equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil, seguem no local do crime de Alan, preservando a área para coleta de evidências. Familiares da vítima compareceram e reconheceram o corpo, aumentando a comoção em torno do caso e as preocupações sobre a crescente violência nas comunidades de Campo Grande.