Justiça de Naviraí absolve cabo da PM acusado de matar perito em ônibus

Decisão do juiz Fernando Moreira Freitas da Silva entendeu que o policial militar agiu em legítima defesa no caso ocorrido em 13 de agosto de [...]
Homem sorridente vestindo camisa polo amarela com bandeira do Brasil.

A Justiça de Naviraí absolveu sumariamente o cabo da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) Wagner Nunes Pereira da acusação de matar o perito papiloscopista Jones Regiori Borges. A decisão foi proferida pelo juiz Fernando Moreira Freitas da Silva, que considerou que o policial agiu em legítima defesa. O crime ocorreu em 13 de agosto de 2017, dentro de um ônibus da empresa Expresso Queiroz, que fazia o itinerário de Naviraí a Campo Grande.

Ao fundamentar a absolvição, o magistrado afirmou que o policial fez uso moderado dos meios necessários para repelir uma injusta agressão. Segundo o juiz, houve apenas três disparos sucessivos que atingiram a região torácica da vítima, e não áreas de maior letalidade, como pescoço ou cabeça, o que impediu que Jones pudesse utilizar seu revólver. O juiz também destacou que, caso o policial não tivesse agido, havia elevada probabilidade de ser atingido pela pretensa vítima.

Com a decisão, Wagner Nunes Pereira não será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri neste caso. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), responsável pela ação penal, poderá recorrer a instâncias superiores do Judiciário, caso entenda cabível.

Conforme a denúncia do MPMS, o perito estava sentado na poltrona 37, junto à janela, e mantinha uma mochila na poltrona 38. Momentos após a saída do ônibus da rodoviária, Jones foi até o policial e pediu para se sentar ao lado dele. Wagner respondeu que a vítima deveria procurar outro lugar. Em seguida, Jones se dirigiu à poltrona 39 e sentou-se entre os assentos 39 e 40. Ainda segundo a denúncia, quando as luzes internas do ônibus estavam apagadas, o policial acendeu uma lanterna e a apontou para Jones, percebendo movimentos que indicariam que o perito estaria se masturbando.

O policial então levantou-se, sacou uma pistola calibre .40 da marca IMBEL, identificou-se como policial e ordenou que Jones levantasse as mãos. De acordo com o MPMS, Jones, que era papiloscopista da Polícia Civil, virou-se e pegou um revólver calibre .38 da marca Taurus que estava dentro da mochila, no chão. Nesse momento, Wagner efetuou três disparos consecutivos contra o perito, que permanecia sentado. Os tiros atingiram a região abdominal esquerda, a parte posterior do ombro esquerdo e a região infraescapular esquerda. Após os disparos, o policial pegou a arma da vítima e desceu do ônibus, que já havia parado. Ele permaneceu do lado de fora até a chegada do Corpo de Bombeiros, acionado por um passageiro. Quando os bombeiros chegaram, encontraram Jones sem vida, sentado no local onde havia sido atingido.

Com informações jd1noticias.com

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