Haddad afirma que a classe dominante brasileira vê o Estado como sua propriedade e relaciona isso à entrega do Estado aos fazendeiros após a abolição da escravidão.
Haddad disse que a classe dominante brasileira entende o Estado como seu. A fala ocorreu em evento em São Paulo para lançamento do livro “Capitalismo Superindustrial”, com bate‑papo entre Haddad, Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis.
Haddad defendeu a tese de que o Estado foi entregue aos fazendeiros como indenização pela abolição da escravidão. Ele lembrou que o movimento republicano começou em 14 de maio de 1888, dia após a Lei Áurea, e um ano depois alcançou sucesso.
o movimento republicano expulsou a classe dirigente e a substituiu pela própria classe dominante, que passou a cuidar do Estado como se fosse seu. Ele afirmou que esse problema persiste até hoje.