Gleidson Azevedo propõe fim de emendas parlamentares e extinção de Câmaras Municipais

Deputado federal eleito por Minas Gerais defende que verbas sejam executadas pelo Executivo e critica custo do duodécimo das Câmaras de Vereadores. [...]

O deputado federal eleito por Minas Gerais, Gleidson Azevedo (Republicanos), defendeu o fim irrestrito das emendas parlamentares e a extinção das Câmaras Municipais em todo o país. As propostas foram apresentadas em entrevista nesta quinta-feira (29).

Azevedo afirmou que a destinação e a execução de verbas públicas devem ser responsabilidade exclusiva do Executivo, incluindo prefeitos, governadores e o presidente da República. “Vou estar jogando contra mim mesmo, mas eu acho que os deputados não têm que ter emenda parlamentar. Quem executa é o Executivo. Esse dinheiro tem que estar na mão dos prefeitos e do governador”, declarou. Ele estima que, a cada R$ 10 arrecadados em tributos, apenas R$ 1 permanece nos municípios onde os serviços públicos são prestados.

O deputado eleito também pretende sugerir no Congresso a extinção dos legislativos municipais. Ele argumenta que as Câmaras de Vereadores geram custos elevados por meio do repasse do duodécimo sem oferecer retornos significativos à população. “Para a população poder entender: tudo aquilo que a prefeitura arrecada no ano, vamos colocar, por exemplo, que Divinópolis arrecadou R$ 100 milhões no ano. O município é obrigado a passar 6% para a Câmara. Aí eu pergunto para você: o que a Câmara Municipal impacta na sua vida? É aprovar nome de rua, é dar moção”, explicou.

Na avaliação de Azevedo, os vereadores deveriam ser “contadores” ou “engenheiros civis” para auditar as contas da prefeitura e fiscalizar as obras. Como alternativa, ele sugere a criação de estruturas municipais semelhantes aos Tribunais de Contas dos Estados para fiscalizar as prefeituras. “A gente sabe, no final, que a Câmara é política. Às vezes, se o prefeito não tiver o vereador lá e, às vezes, não comprar os vereadores com cargos, ele terá uma certa dificuldade. Se ele comprar, também acabou, não tem fiscalização nenhuma”, declarou.

Gleidson Azevedo foi eleito deputado federal por Minas Gerais com 126.248 votos. Irmão gêmeo de Cleitinho, de 44 anos, ele entrou na política em 2020, quando foi eleito prefeito de Divinópolis. Além dele e de Cleitinho, a família Azevedo conta com Eduardo Azevedo (PL), eleito para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta legislatura, sendo um dos cinco parlamentares mais votados da Casa.

Com informações itatiaia.com.br

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