A deputada estadual Gleice Jane, do PT, manifestou preocupação com a postura do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), deputado Gerson Claro, que, segundo ela, tem blindado a Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) em relação a questionamentos sobre um convênio de R$ 7 milhões. Este acordo, articulado pelo ex-secretário da Semadesc, Jaime Verruck, está sob investigação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por alegações de fraudes contratuais.
A parlamentar enfrentou rejeição em dois pedidos de informação que visavam esclarecimentos sobre os valores públicos direcionados à entidade industrial. Gleice Jane ressaltou que a falta de respostas alimenta dúvidas sobre a destinação dos recursos, uma vez que os R$ 7 milhões são oriundos dos cofres públicos. "O povo não está recebendo as informações necessárias sobre o que a Fiems está fazendo com esse dinheiro", declarou a deputada.
Gleice criticou os impedimentos criados por Claro, que aumentam as incertezas em relação ao uso dos fundos repassados. Ela comentou que a ausência de transparência em relação ao convênio torna a situação ainda mais alarmante. "Se não temos acesso às informações, isso gera mais questionamentos sobre o que pode estar oculto", afirmou.
No requerimento de informações, a deputada cobrou a apresentação do plano de trabalho do convênio ao novo secretário da Semadesc, Artur Falcette, que havia prometido o documento em uma reunião realizada em 20 de maio. Até o momento, , nenhum material foi disponibilizado aos parlamentares.
Frustrada com a falta de progresso na obtenção de dados, a deputada declarou que medidas judiciárias podem ser consideradas. "Precisamos garantir que a população tenha acesso às informações sobre o uso do dinheiro público", concluiu. A situação levanta questões sobre a governança e a fiscalização dos recursos destinados à Fiems, especialmente considerando que a entidade está sob investigação e tem um histórico de problemas relacionados à sua administração.