Na manhã desta sexta-feira (10), autoridades de segurança pública de Mato Grosso do Sul se reuniram em Caarapó para discutir a crescente onda de criminalidade que tem atingido a região. A reunião foi convocada pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) de Fronteiras e Divisas, e contou com a presença de diversas forças policiais, que buscam articular estratégias de combate ao crime.
Participaram do encontro representantes da 2ª Companhia de Polícia Militar, da Delegacia Regional, da Delegacia local de Caarapó, além da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Penal, da Polícia Científica, do Detran e do Ministério Público Estadual. O GGI afirmou em nota que cada força de segurança terá autonomia para agir no enfrentamento às ações criminosas na área.
Os acontecimentos mais recentes em Caarapó refletem a gravidade da situação. Na tarde desta sexta-feira (10), Irineu Aguajo Lescano, de 43 anos, foi morto durante um confronto com a polícia. Este caso se soma a uma série de incidentes violentos que têm marcado a região nos últimos meses.
No início de julho, um homem conhecido como ‘Arapongas’ foi assassinado em sua residência. Ele tinha um histórico criminal extenso, que incluía registros em seu estado natal, o Paraná. Em outro episódio, na noite de 24 de junho, um adolescente de 17 anos foi baleado cinco vezes, sendo suspeito de pichar muros com a sigla da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Além desses, no dia 9 de junho, Kaique Vior Ramos foi morto enquanto realizava um suposto ‘delivery de drogas’. Ao todo, a região já registrou cinco mortes em pouco mais de um mês, envolvendo confrontos policiais e suspeitas de ações motivadas pela rivalidade entre facções criminosas. A situação em Caarapó tem gerado preocupações entre as autoridades e a população local, que clamam por medidas efetivas de segurança.