A estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL, é finalizar o primeiro turno em uma posição favorável em relação ao presidente Lula. O intuito é gerar um clima de favoritismo que permita atrair a maior parte dos eleitores de outros candidatos de direita, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).
Os integrantes da campanha de Flávio estão otimistas e falam até sobre a possibilidade de garantir a vitória já no primeiro turno. A criação de uma onda de "voto útil" é vista como fundamental nesta fase decisiva da eleição.
De acordo com uma pesquisa do Datafolha, Flávio Bolsonaro tem potencial para captar 43% das intenções de voto dos eleitores de Romeu Zema, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury em um eventual segundo turno. Em contrapartida, Lula conseguiria atrair 30% desse eleitorado.
Flávio Bolsonaro se destaca especialmente entre os eleitores de Zema e Renan Santos, enquanto a disputa é mais acirrada no eleitorado de Ronaldo Caiado e Augusto Cury, onde ocorre um empate técnico.
Na campanha de Lula, o foco está em garantir que ele saia na frente de Flávio Bolsonaro ao término do primeiro turno. Aliados do presidente afirmam que a medida provisória relacionada às apostas deve ter um impacto positivo, especialmente entre o eleitorado feminino, que é considerado essencial para o resultado da eleição deste ano.
Essa estratégia visa consolidar a liderança no segundo turno, o que pode assegurar o apoio do Centrão e também influenciar a atuação dos aliados de Flávio Bolsonaro nessa fase crucial da eleição.