Filme sobre amizade e diversidade é premiado no Bonito Cinesur

O longa 'Natasha', que aborda amizade e representatividade LGBT+, conquistou o Prêmio do Júri Oficial no Bonito Cinesur, destacando-se entre produções da América do Sul. [...]

O Filme Sul-mato-grossense 'Natasha' foi laureado com o Prêmio do Júri Oficial na Mostra Competitiva do Filme Sul-Mato-Grossense, durante a 4ª edição do Bonito Cinesur – Festival de Cinema Sul-Americano. A cerimônia de premiação ocorreu na noite de sábado (1º), em Bonito, cidade localizada a 260 km de Campo Grande.

A obra, que teve origem como série em 2017, foi adaptada para o formato de longa-metragem. A narrativa gira em torno das amigas Nicole, Inês e Leona, que, após a morte de Natasha, transformam seu luto em um objetivo. Baseado no roteiro de Antoni Magalhães, o filme acompanhou o trio em uma jornada por Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, utilizando uma Kombi emprestada e recursos limitados, com o intuito de realizar o sonho de Natasha de participar do concurso de drag queens Raio de Sol do Pantanal.

A história aborda uma travessia repleta de preconceitos, descobertas e enfrentamentos. Originalmente estruturado em 13 episódios, o filme foi dirigido por Thiago Rotta e Rafael Rotta, e coloca em destaque as vivências e os afetos da comunidade LGBTQIAPN+, construindo uma narrativa sensível sobre amizade, memória e resistência.

Ana Ostapenko, responsável pela adaptação cinematográfica, enfatizou a relevância do prêmio, que não apenas reconhece o filme, mas também toda a equipe envolvida e a trajetória construída ao longo dos anos. "Natasha nasceu como série, foi revisitada com muito cuidado e agora chega ao cinema com uma força renovada. Ver esse caminho ser reconhecido pelo júri é uma alegria enorme", afirmou.

Kojiro, diretor de edição e montagem, destacou o meticuloso trabalho necessário para transformar uma obra seriada em uma experiência cinematográfica única, preservando a identidade visual e a força da produção original. "Foi um trabalho de edição muito cuidadoso. Desde janeiro, nos dedicamos a compreender como transformar uma obra seriada em uma experiência cinematográfica única", acrescentou.

A importância do prêmio também reside em sua capacidade de evidenciar a diversidade no audiovisual e a necessidade de representatividade. "Estamos em um estado fronteiriço e frequentemente pensamos nas fronteiras apenas no sentido físico. No entanto, existem também as fronteiras que marginalizam pessoas. 'Natasha' trata sobre incluir pessoas e romper essas fronteiras", destacou.

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